Perspectiva - Por onde começar de forma eficiente?

Nas últimas semanas, discutimos muito a formação de artistas voltados para o mercado de entretenimento, principalmente em ilustração e concept art. No post sobre a Base Sólida, percebemos que os mais conceituados artistas e também as escolas em que estudaram respeitam muito o estudo dos fundamentos artísticos. Segue o link:

http://brushworkatelier.com/blog/base-slida-grandes-artista-comum

Dentre eles, um dos que mais aparece é o desenho tridimensional, voltado a representar sólidos tridimensionais em uma superfície bidimensional, o papel ou tela. Este assunto foi bastante discutido no Vídeo 3 desta série abaixo:

O assunto também conversa muito com todos os posts que fiz até agora sobre desenho. Seguem alguns (você pode navegar pelas setinhas ao lado):

Uma das ferramentas mais importantes do desenho tridimensional é a Perspectiva Linear. Como podemos utilizar conceitos e ferramentas para construir uma imagem como esta abaixo? É incrível pensar que o que aprendemos ao longo de séculos de prática artística pode nos dar tantos atalhos hoje em dia.

 Arte de Scott Caple

Arte de Scott Caple

Perspectiva é um tópico normalmente levado com repulsa pelos artistas, por ser "muito técnico" ou "lembrar matemática". E realmente, eles não estão completamente errados. A perspectiva é possivelmente um dos tópicos menos subjetivos do fazer artístico. Apesar de serem utilizadas diversas simplificações de como vemos o mundo, muitos dos seus conceitos podem ser reduzidos a aspectos matemáticos e físicos, ou seja, concretos e racionais. Desta forma, acredito também que a perspectiva é um ótimo passo para você estudar quando você está se sentindo perdido ou incerto da evolução.

Mas como Marshall Vandruff diz neste vídeo abaixo, que usaremos para começar a discussão, o tópico tem que ser aprendido aos poucos, sendo suas partes assimiladas e aplicadas ao seu processo aos poucos.

Segundo ele, a palavra Perspectiva vem do latim Perspecta, que significa Ver através (em inglês "to look through"). Isto é, dar a impressão no plano bidimensional que estamos olhando para algo com profundidade, como uma janela.

Linhas em um pedaço de papel, por exemplo, podem ser somente linhas em um pedaço de papel ou podem ser uma janela para um mundo. Seguem as imagens que ele usa para demonstrar o conceito.

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

As linhas na superfície geram a ilusão de que estamos olhando para algo com profundidade. Outro exemplo:

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Mesmo sem termos visto a imagem de cima, a de baixo já gera a ilusão de um sólido, talvez até de um piano. Se fossem colocadas linhas representando as teclas, com certeza saberíamos que era um piano.

É incrível como conseguimos pegar retas em diferentes ângulos e abstrair para a representação de um sólido tridimensional. Mas neste momento encontramos o primeiro termo discutido por Marshall, ângulos.

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Ângulos são as relações entre as linhas. No plano bidimensional, existem somente algumas poucas formas como linhas retas podem ser posicionadas em relação a outra, perpendicular, paralela ou oblíqua.

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Ângulos retos são ângulos de 90 graus entre duas retas, ou seja, perpendiculares. Não importa se está virado para um lado ou outro, ou inclinadas, se as linhas forem perpendiculares entre si estarão formando um ângulo reto. Retas paralelas são aquelas que não se encontram em nenhum momento. Se não foram paralelas ou perpendiculares, as linhas serão obliquas. Ângulos oblíquos podem ser agudos, menores de 90 graus, ou obtusos, maiores de 90 graus. O vídeo apresenta vários exemplos animados e que apesar de estar inglês é de fácil compreensão.

 Retiradas do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retiradas do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

A grande questão é como utilizar estas linhas e ângulos para representar a profundidade no plano bidimensional.

Artistas italianos do Renascimento, quase 600 anos atrás, descobriram como fazê-lo e começaram grande parte dos estudos que conhecemos hoje como perspectiva linear. Albretch Dürer, artista alemão, deu prosseguimento aos estudos, nos mostrando uma forma de fazê-lo. Esta imagem abaixo faz parte de uma demonstração animada do vídeo, vale a pena ver com calma.

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Para a autora e artista Betty Edwards, em seu livro Desenhando com o lado direito do cérebro, é possível simplificar o desenho em perspectiva à leitura correta de ângulos e proporções. Este procedimento é basicamente o que foi proposto por Dürer. Se você pudesse quadricular tudo o que vê seria muito mais fácil comparar os ângulos daquilo sendo observado com verticais e horizontais. Assim, a tradução para o papel seria muito mais fácil. Para o desenho de observação, este tipo de construção funciona muito bem, porém, principalmente no desenho de criação, fica muito complicado replicar o método.

Desta forma, faz-se necessário o uso de todo o conhecimento desenvolvido para a transformação do que vemos em conceitos físicos e matemáticos. Existem formas de se calcular geometricamente como objetos serão representados em um plano baseado em sua distancia e posição com relação ao observador. Vamos ver um exemplo do vídeo:

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Podemos perceber, que no plano da imagem, ou também conhecido com Picture Plane, a lapiseira mais distante do observador parecerá menor, enquanto a mais próxima parecerá maior. Existe uma série de regras a serem consideradas e que não entrarei em detalhes agora, mas esta é a base dos conceitos da perspectiva linear.

Marshall lista então os 5 princípios básicas para dar a ilusão de profundidade em um desenho. Estes são:

  • Diminution (diminuição): Princípio pelo qual objetos mais distantes de você parecerão menores. Este conceito é o que acabamos de demonstrar com as lapiseiras.
  • Foreshortening (escorço): Muito próximo do conceito de diminuição, porém em um só objeto. O lado mais próximo do observador parecerá maior do que o lado mais distante.
  • Convergence (convergência): Princípio pelo qual linhas paralelas irão parecer convergir para um mesmo ponto com a profundidade.
  • Atmospheric Perspective (perspectiva atmosférica): O ar não é completamente invisível e em quantidade começa a influencia no que vemos.
  • Overlapping (sobreposição): Quando linhas interrompem outras linhas, sabemos que estas estão na frente. Então objetos que estiverem sobrepondo partes de outro objeto, automaticamente parecerão mais próximos.

Ele demonstra cada um destes princípios no vídeo, de forma muito didática e ilustrada. Um exemplo muito bacana do último princípio são os gifs que as vezes vemos pela internet em que duas barras brancas são colocadas em imagens para gerar sobreposição e a consequente sensação de profundidade e 3D.

 Imagem retirada da internet

Imagem retirada da internet

Para representar três dimensões, ele continua, temos que entender que precisaremos de três eixos: X (largura), Y (altura) e Z (profundidade). As vistas frontal, lateral e superior ajudam a entender melhor os objetos que iremos desenhar em perspectiva, são as chamadas vistas ortográficas.

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Como podemos ver na imagem abaixo, uma vista somente não é o suficiente para descrever a forma. Um triângulo por exemplo pode ser uma pirâmide ou um cone. Um quadrado pode ser um cubo ou um cilindro.

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Mas como fazer para ficarmos melhores no desenho em perspectiva? Devemos começar pelo elemento tridimensional mais simples possível, a caixa. Especificamente os cubos, que são quadrados em todas as vistas, como você pode ver na imagem abaixo.

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

É por isso que você deve desenhá-lo exaustivamente até saber representar todos os ângulos em todas as posições. Tente desenhá-los à mão livre e se possível, tente gostar deles. Pode levar algumas dezenas de horas para masterizar estes ângulos, mas quando você dominar os cubos terá dominado os três sistemas de linhas do universo físico.

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Vai chegar um momento em que você realmente irá se cansar de desenhar caixas. Você deve então procurar desenhar elementos do dia a dia, objetos principalmente, da forma mais simplificada que puder, ou seja, aproximado-os principalmente de caixas. Um exemplo é esta cadeira abaixo. Não passe para estágios complexos enquanto não dominar a simplificação, utilizando um conjunto de ângulos retos.

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

O segredo de manter a simplificação é relacionar todas as linhas com o que você aprendeu nos cubos.

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Neste momento, pode haver um pouco de confusão, principalmente se estivermos com o vídeo abaixo na cabeça. É interessante notar a diferença entre o block-in bidimensional (do vídeo) e esta abordagem tridimensional e de simplificação em perspectiva (da imagem). São processos bem diferentes e é importante que você comece a assimilar e deixar bem claras estas diferenças.

A simplificação é a base do aprendizado de qualquer habilidade complexa. E neste caso ele quer dizer a desconstrução em blocos mais simples, e não a sugestão (que é o lado complexo da simplificação). Veja o exemplo abaixo.

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Um desenho complexo que começou com uma ideia, esboçada no papel sem muito compromisso com a qualidade das linhas e regras de perspectiva.

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Posteriormente, através da desconstrução em caixas e em elipses, o desenho vai se configurando até a qualidade da imagem abaixo. Por último, vem a pintura, outro processo complexo que tem seus próprios blocos simples, mas que deixaremos para outra conversa. 

 Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Retirada do vídeo Introduction to Perspective Drawing de Marshall Vandruff

Mais uma vez, do simples para o complexo. E vocês podem ver na estrutura abaixo que é exatamente este pensamento que ele emprega em seu curso. Primeiro ele analisa ângulos retos de forma simples e vai aumentando a complexidade, posteriormente analisa círculos e elipses e finalmente os combina em elementos mais complexos. Da aula 9 em diante são apresentadas ferramentas de medição e transferência de medidas, importantíssimas no desenho em perspectiva.

Estrutura do curso

  1. Introdução à Perspectiva: Esta aula é uma visão geral do curso. Explica o que perspectiva é, por que é difícil e como simplificá-la para torna-la usual. Marshall define os termos que você precisa para o curso e apresenta as 5 formas como artistas criam a ilusão de profundidade (muito do que vimos até aqui)
  2. Ângulos Retos Parte 1: Esta aula demonstra por que linhas paralelas parecem se encontrar na distância. Você irá entender por que o horizonte e a altura do olho são a mesma coisa. Também verá que se você consegue desenhar um cubo, consegue desenhar praticamente qualquer coisa.
  3. Ângulos Retos Parte 2: Aprenda por que lentes de câmera tem diferentes distancias focais e como quando você cria uma imagem você está dando ao observador uma visão de grande focal, normal ou telescópica do seu objeto através do posicionamento dos pontos de fuga. Este é o segredo de distorcer e exagerar um objeto.
  4. Ângulos Retos Parte 3: Aprende a "abordagem estrutural" para o desenho que lhe permite "ver através" de objetos e desenhar linhas que não são vistas. Esta mesma abordagem permite que você desenhe grupos de pessoas em espaços abertos e mantenha seus tamanhos aparentes consistentes quando eles se distanciam. Também aprenda os dois problemas desta aplicação e como superá-los.
  5. Círculos e Elipses Parte 1: Círculos estão em todo lugar, e elipses são círculos em perspectiva. Elipses mal construídas são uma das formas mais rápidas de se identificar um artista com pouco treino. Esta demonstração apresenta como você pode construir um elipse precisa e como melhorar seus desenhos à mão livre de qualquer coisa que possui sessões circulares.
  6. Círculos e Elipses Parte 2: Esta demonstração mostrará como você pode superar os dois maiores problemas de iniciantes ao tentar colocar rodas em carros ou fechaduras em portas: encontrar o centro do círculo no espaço e posicionar o ângulo adequadamente. Em menos de uma hora, estes problemas serão resolvidos para o resto da sua carreira.
  7. Círculos e Elipses Parte 3: Discos, engrenagens e designs de latas e vasos não são solucionados no chute. Eles podem ser desenhados de forma correta e com confiança. Esta aula mostra como dominar qualquer forma redonda, seja industrial ou natural, aprendendo a colocar linhas em torno da esfera.
  8. Círculos e Ângulos Combinados: Portas, tampas de caixas e até membros humanos criam novos problemas de desenho pois giram em torno de um eixo. Estes são solucionados pela combinação todo o material coberto neste curso até aqui.
  9. Planos Inclinados e o "Vanishing Trace": Qualquer superfície que não está nivelada precisa de sua própria linha do horizonte e pontos de fuga. Como encontrá-los? Esta aula irá que o "vanishing trace" é tudo que você precisa para desenhar telhados, escadas e qualquer outras superfície inclinada para cima ou para baixo.
  10. Sistemas de Medição em Profundidade Parte 1: Esta aula cobre três das cinco maneiras de "medir em profundida" na superfície plana do seu papel. As duas primeiras são simples e rápidas, porém limitadas. O terceiro sistema permite que você desenhe precisamente cercas, quadrados no chão ou qualquer coisa que tenha medidas regulares.
  11. Sistemas de Medição em Profundidade Parte 2: Esta é uma demonstração dos sistemas mais avançados que permitirão que você posicione quaisquer medidas complexas e irregulares em uma parede, chão ou escada, sabendo onde posicionar cada ponto. O sistema final é surpreendentemente fácil quando você sabe sobre o "ponto de fuga especial"
  12. Projeção de Planos: Como um programa 3D permite que você visualize objetos imaginários de qualquer ângulo? Eles usam o mesmo métodos que os artistas vem usando a séculos. Aprenda como uma visão superior, lateral e frontal podem ser usadas para desenhar um objeto de qualquer ponto de vista.

http://www.marshallart.com/other/shop/videos/synopsis.php

Esta estrutura conversa muito com o livro abaixo:

Outra fantástica referência é o livro Perspective Made Easy, de Ernest Norling. Bem didático e cheio de sugestões de aplicações e exercícios.

Como mostrei no vídeo 3, existem inúmeras formas de abordar a perspectiva, algumas mais técnicas, outras mais aplicadas e até aquelas completamente perceptivas, em que você aprenderá as relações entre ângulos e proporções "naturalmente". Vale analisar as diferentes estruturas de cursos e livros para encontrar aquela que mais se adéqua ao seu aprendizado.

O site New Masters Academy por exemplo, possui uma estrutura bem extensa e técnica, focada no aprendizado dos conceitos e ferramentas matemáticas e geométricas por trás do desenho tridimensional, sem deixar de fora a aplicação. Eu particularmente me adaptei muito a este conteúdo.

Este link abaixo também é uma fonte completíssima sobre o tema, apresentando um viés um pouco mais técnico e conceitual:

http://www.handprint.com/HP/WCL/perspect1.html

Outra forma de se pensar, um pouco mais focada na aplicação, é o uso de caixas para a blocagem e simplificação de sólidos complexos. Esta conversa bastante com o que foi dito por Marshall e é utilizada por muitos artistas, principalmente na blocagem de cenários e objetos.

Fiz um post sobre este assunto, acesse clicando aqui.

Como podemos ver no vídeo acima, René Aigner valoriza bastante está forma mais estrutural de construir sólidos simples e complexos. Ele também apresenta um pensamento muito estudado e ensinado por Scott Robertson, a abordagem construtiva, emulando métodos de construção reais (linhas de corte, vistas ortográficas, etc).

Este conteúdo é extensamente coberto no livro How to Draw, sobre o qual já falei inúmeras vezes neste blog e que será livro texto de nossa primeira etapa do Brushwork Atelier Online. Conheça mais em http://www.brushworkatelier.com.br/.

Também fiz um post sobre este conteúdo que você confere pelo link http://brushworkatelier.com/blog/2015/7/13/scott-robertson-e-seu-livro-how-to-draw.

No livro, também podemos ver uma grande importância dada para os conceitos e ferramentas de perspectiva, que serão importantes para a construção de uma base sólida no desenho tridimensional.

Outra estrutura que discutimos no Vídeo 3 foi a da escola online CGMA:

 Imagem retirada do site da CGMA

Imagem retirada do site da CGMA

Atualmente o curso conta somente com a estrutura da esquerda, que aparenta ter um foco mais conceitual, baseada em pontos de fuga e construções. Já a outra, de Derek Kosol, aparentava seguir bastante a mesma estrutura construtiva de Scott Robertson. Seguem alguns vídeos para você conhecer mais os cursos da escola:

É interessante notar que nada disto está muito fora dos tópicos que discutimos aqui, são ângulos entre linhas e proporções criando a ilusão de tridimensionalidade. As regras, ferramentas e conceitos simplesmente nos ajudam a simplificas questões que levaríamos anos para aprender de forma perceptiva.

E esta é a base para praticamente todo o desenho, principalmente o de criação. Trouxe estes dois vídeos voltados para o Environment Sketching, o desenho de cenários. Veja como a perspectiva é parte importante dos cursos. Dei mais exemplos no vídeo 3, vale a pena conferir.

Estou planejando posts voltados para tópicos mais específicos no futuro, mas é necessário que vocês valorizem esta grande ferramenta que é a Perspectiva Linear. Este também é só um primeiro passo para o que podem ser anos de estudos!

Resumo

  • Perspectiva Linear é um conjunto de conceitos e ferramentas que nos auxiliam a criar a ilusão de tridimensionalidade em superfície planas.
  • Os elementos manipulados para tal são retas, ângulos, curvas e proporções.
  • Os cinco principais métodos de sugerir profundidade são: Diminuição, Escorço, Convergência, Perspectiva Atmosférica e Sobreposição.
  • Existem diversas formas de se estudar perspectiva, com aspectos mais ou menos técnicos, porém todos abordam os mesmo conceitos.
  • Busque experimentar métodos diferentes de aprendizado e veja o que mais se aplica a você!
  • No desenho de criação, principalmente, o desenho tridimensional é ferramenta constantemente utilizada por grandes artistas e pode ser encontrado nos mais diversos temas, de objetos a personagens.

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Muito obrigado por acompanhar e bons estudos!