Trocando de Carreira - Quando é a hora de se demitir e buscar seus sonhos?

Já se perguntou como seria largar tudo e viver de arte? Se sente tentado a buscar uma carreira mais criativa, mas não sabe para onde ir? Ou simplesmente não aguenta mais acordar segunda-feira para fazer a mesma coisa de novo e de novo? Então talvez este texto seja para você.

Neste post quero discutir a troca de carreiras, usando um pouco da minha experiência e de tudo que aprendi desde que resolvi "chutar o balde".

Quero começar compartilhando brevemente a minha história. Apesar de ter tido contato com o lado criativo quando pequeno, através do desenho, pintura e música, nunca imaginei como seria viver disso. Sendo criado em um ambiente mais "tradicional", com muitos engenheiros na família, nunca fez parte de nossa realidade imaginar carreiras muito além de direito, medicina e, claro, engenharia.

Fui fazer então engenharia naval (isso mesmo, naval) em uma das principais instituições do Brasil, a Escola Politécnica da USP. Desde os primeiros meses eu já sabia que aquilo não era para mim, mas sempre ouvia a máxima de que "depois dos dois primeiros anos vai melhorar". Então eu esperei, e nada mudou. Me enganei por alguns anos achando que buscar cegamente por dinheiro e crescimento rápido de carreira iriam suprimir a angústia. Não posso negar que aprendi muito, mas ainda vou voltar nesse ponto mais para frente no texto.

Assisti tantas vezes este famoso vídeo do Steve Jobs, ao lado, que praticamente sabia as falas. Me identificava muito com a sensação de acordar muitas segundas-feiras seguidas sem vontade de viver, então sabia que era hora de mudar algo. Não viu o vídeo? Então pare tudo e veja:

Outro vídeo que me impactou muito foi este de Randy Pausch abaixo sobre atingir seus sonhos de criança. Randy é uma das pessoas mais inspiradoras que já "conheci" (somente via internet). Suas últimas aulas para a faculdade Carnegie Mellon antes de falecer de um câncer são insumo para muitas outras discussões sobre o que buscamos em vida, vale a pena conferir. Separe um lencinho para essa aqui em especial, Atingindo seus Sonhos de Criança.

E quais eram meus sonhos de criança? Eu havia jogado muito video game e computador, mais especificamente o jogo Diablo II da Blizzard Entertanment, mas sonhos mesmo eu não me lembrava de nada muito expressivo. Foi somente quando saiu o anúncio da terceira edição da série que percebi que era hora de perseguir aquela antiga paixão. Há muito tempo não me sentia tão empolgado quanto quando assisti esta apresentação ao lado ao vivo, as 6 da manhã de um sábado, se não me engano, pois o evento foi na França, 6 horas na frente no fuso. Mas trabalhar com o que em games? Como eu chegaria lá?

Me voltei novamente então para as artes, enquanto seguia uma carreira tradicional em consultoria e marketing, afinal era o que pagava minhas contas. Aprendi muito em cursos livres presenciais e online, mas continuei sem ter ideia do que era o mercado e como iria entrar nele. Pesquisei muito sobre escolas, cursos e professores tentando encontrar uma fórmula mágica. Devo a este momento da minha trajetória muito do que se tornou o Brushwork hoje em dia. Mas nada da fórmula mágica.

No final de 2013, resolvi dar um passo mais ousado. Ainda sem saber muito sobre como sobreviver neste mercado, peguei minhas economias e me mudei para Curitiba, deixando boa parte da minha vida em São Paulo.

Desde então, já fiz de tudo um pouco, incluindo este blog, e aprendi muito sobre o que fiz de certo e errado. Dentre outras descobertas, percebi que eu realmente não tinha a mínima ideia do que estava fazendo quando tomei esta decisão, menos do que eu imaginava, e os perigos que existem neste tipo de opção. É disto que quero tentar te poupar com este texto.

Quero dividir a conversa em três grandes blocos:

  • Seguindo sua paixão verdadeira
  • Mas qual é realmente sua paixão verdadeira?
  • Como persegui-la de forma eficiente

Seguindo sua paixão verdadeira

Atualmente é muito comum ouvir as pessoas dizendo que gostariam de largar tudo para viver suas paixões, viajar pelo mundo, viver de alguma prática criativa ou montar o próprio negócio.

Minha geração (Y) teve grande influência nesta tendência e ela tem ficado cada vez mais forte. As gerações atuais, com acesso praticamente ilimitado a informações, têm tido sérios choques com o sistema atual e o "padrão" imposto pela educação e mercado de trabalho. Muitos fatores contribuam para esta questão, mas fica para outra conversa.

Com uma busca rápida no google pela frase "largando tudo", você encontra uma série de exemplos como o Gluck Project, os Nômades Digitais e Road for Two. Esta frase por sinal tem tido crescimento explosivo no número de buscas segundo este texto da Harvard Business Review, de 2012. Mas como o próprio texto sugere, deveríamos mesmo perseguir estas "paixões" e será que estamos fazendo da melhor forma possível?

Não estou aqui para jogar pedras nesta prática, pelo contrário, estou querendo que mais pessoas a façam, porém de forma consciente. Assim como este vídeo ao lado acredito que o medo seja uma das maiores ameaças ao progresso. Estamos em nossos trabalhos por um medo muitas vezes desinformado de como seria estar "do outro lado". Reconstruir uma carreira é realmente assustador e deve ser dada a devida atenção e carinho para uma decisão como estas, mas se feita com consciência pode dar extremamente certo. Tirando de lado as crenças de cada um, temos somente esta vida e, se tivermos oportunidade, acredito que devamos buscar sermos o melhor que pudermos.

Mas ao mesmo tempo, também temos uma visão muito florida do que não temos, a famosa "grama do vizinho é sempre mais verde". Temos a tendência a comparar os resultados dos outros com nosso dia a dia, nosso processo. E buscamos também somente casos de sucesso para mostrar como é possível e como podemos estar em alguns anos de dedicação. Porém, vamos concordar que ninguém vai olhar os inúmeros casos de insucessos, muitas vezes até difíceis de encontrar, antes de tomar uma decisão como esta. Mas deveria! Discuti um pouco deste assunto neste outro post.

Mas será que trocar realmente é a melhor opção? Ou será que poderíamos mudar nossa forma de ver o que temos. John Scherer nesta palestra acima nos sugere que repensemos nossa forma de ver empregos, trabalhos e o que nos motiva. Quais as lições que podemos aprender com nosso trabalho?

Todo conteúdo vai ficando mais interessante a cada novo tópico estudado. Se você descer a mais de um palmo de profundidade de qualquer assunto, verá que existe um mar de conhecimento interessantíssimo a ser explorado. Eu mesmo acho que me fechei demais para a engenharia. Existem conteúdos fascinantes dentro da mesma que talvez eu pudesse ter aproveitado mais. Por que não? E no marketing? Será que explorei tudo que podia? Você deve ponderar o que é realmente paixão e se está dando o devido valor ao que você já tem.

Ao mesmo tempo, tomei a decisão sem ter ideia do que fazia um ilustrador ou concept artist. Será que é mesmo legal? Vou desenhar o dia todo? Vou fazer os desenhos que eu quero ou vou ter que suprir demandas de gente que muitas vezes não tem ideia do que quer? E ainda, como é o cenário dessas áreas no Brasil? Quais as reais possibilidades? É viável? Como vou sobreviver?

No fim do dia, este é o momento em que a quantidade de informação disponível tem que jogar a nosso favor. É isto que discutiremos neste próximo tópico.

Mas qual é realmente sua paixão verdadeira?

Olhar uma "paixão" por seus resultados não é a melhor forma de mensurar se algo é para você ou não. Pelo que vivenciei e pelo que ouvi de diversas fontes, você só vai saber realmente se algo é para você quando o fizer. Quanto antes você botar seus preconceitos em xeque, menos frustrante será ao se confrontar com a realidade. Um exemplo disso é o mercado de jogos, não busque fazer jogos simplesmente porque gosta de jogar, busque entender o que fará no dia a dia atuando como um artista de jogos, ou um game designer, ou um programador.

Acho muito interessante esta conversa com Fernanda Montenegro sobre seguir a carreira de ator/atriz de teatro. Para ela, a primeira coisa que você deve fazer é desistir, isso mesmo. Desta forma, você limpa sua mente de todo o glamour, resultados e recompensas associadas, que era o que muitas vezes você estava buscando. Uma vez que você não conseguir dormir de vontade de atuar, então volte, porque aí realmente esta carreira é para você.

Utilizando meu exemplo mais uma vez, eu não sei exatamente até hoje o que eu quero. Se essa é minha paixão ou se é escrever estes textos para vocês. Quero fazer arte sejam quais forem as situações? Estou disposto a lutar por isso? Abrir mão de muita coisa para chegar lá? Realmente eu não sei e acho que são questionamentos que passam pela cabeça de todos e isso tem que ser levado como normal até certo ponto. Talvez nesse contexto seja interessante você começar cedo. Descobrir que quer estudar arte enquanto ainda não tem contas para pagar ou compromissos sociais que gostaria de ir, mas precisa ficar estudando. A inocência e ingenuidade são fortes aliadas no comprometimento.

Scott Dinsmore, fundador do projeto Live Your Legend, sugere em sua palestra do TED que o primeiro passo para ser bem sucedido em uma troca de carreira é virarmos experts em nós mesmos. Ele fala uma frase interessante, que "gastamos mais tempo escolhendo a TV da sala de nosso dormitório durante a faculdade do que o curso no qual nos graduaremos". Ele quebra então essa busca em alguns elementos: nossas forças únicas, nossos valores e nossas experiências.

Uma vez que tivermos descoberto melhor quem somos e o que queremos, podemos partir para o que ele chama em sua palestra de "Fazendo o impossível". Devemos acreditar que podemos alcançar o que quisermos e a forma mais fácil de fazê-lo é nos cercarmos de pessoas que já estão fazendo. Com o acesso a internet, ficou ainda mais fácil entrarmos em contato com aqueles que são bem sucedidos nas áreas e atividades que acreditamos serem nossos sonhos, podendo assim tirar dúvidas, aprender com as experiências e fugir dos mesmos erros. Claro que nem todos tem tempo, porém muitos, principalmente na arte, estão sim dispostos a ajudar pois sabem como foi difícil. O importante é ter paciência e saber se comunicar. São pessoas que já estiveram em uma posição como você, então sentirão empatia, mas ao mesmo tempo são profissionais atuantes e tem compromissos pessoais assim como você, então respeite o espaço de cada um.

Ele usa o famoso quote de Jim Rohn, que "você é a média das cinco pessoas com as quais passa mais tempo". E isso, para mim, tem se mostrado cada vez mais importante na carreira artística e que muitas vezes é negligenciado por alunos em desenvolvimento. Cresça junto com os outros, se ajudem!

Fazer parte da comunidade brasileira me mantém motivado a continuar buscando. Muitos exemplos de artistas trabalhando em grandes projetos e até sendo convidados a trabalhar em grandes empresas no exterior. Isso mostra que a prática constante realmente trás resultados, mesmo que leve anos. Falei um pouco mais sobre a importância da comunidade neste post sobre o Creative Juice Brasil. É algo também que o André Lourenço está tentando fazer no THU, juntando alguns dos maiores mestres do nosso mercado com os artistas em um ambiente intimista e motivador, como falei neste outro post.

Scott termina a palestra questionando, "qual é o trabalho que você não pode deixar de fazer?".

Vale sempre lembrar que no mundo da auto-ajuda isso tudo soa maravilhosamente fácil. Porém gosto do que o historiador Leandro Karnal diz sobre isso, "que auto-ajuda tem esse nome porque ajuda o autor do livro". Existem estatísticas também que comprovam que uma grande parcela dos compradores de livros deste tipo comprarão outro num período de 18 meses. Por que será? Será por que buscamos uma fórmula mágica para tudo hoje em dia? Simplesmente acreditar que vai dar certo não é o suficiente para aquilo acontecer.

Encontrar sua paixão e seu propósito será uma jornada de muitos anos, senão décadas, de falhas, frustrações, decisões e recomeços. Só assim que você irá realmente se conhecer o suficiente para saber o que você realmente gosta de fazer, quem você impacta com isso e como estas pessoas são transformadas pelo seu trabalho. Isso gera o seu propósito e te da uma satisfação indescritível. Este vídeo ao lado elabora um pouco sobre o conceito. Vale a pena assistir. Mais uma vez, quem é você? O que você faz? Para quem você faz? O que eles querem/precisam? Como eles se transformam como resultado? Esta ideia conversa muito com o que vimos com Scott Dinsmore.

E acredite em mim, é um processo cansativo e frustrante, mas que já começo a ver sinais de recompensas inestimáveis. Só desse contato que temos através do Brushwork e das inúmeras vidas que tenho afetado com meus textos já prova que algo de interessante está acontecendo.

Lembre-se também que trabalho é trabalho e que você pessoalmente está em constante evolução. Mesmo que você alcance o que para você hoje é o "emprego dos sonhos", ele pode não ser tão dos sonhos quando se pensava e/ou você depois de algum tempo já buscar outros sonhos.

Na arte, especificamente ligada a jogos e entretenimento, temos alguns casos como Anthony Jones, Even Amundsen e Alex Oliver, que deixaram empregos na Blizzard, John Park na Blur Studios e Maciej Kuciara na Naughty Dog, somente para listar alguns. Cada um teve seu motivo específico, porém é só para ilustrar que empresas são empresas e sonhos são sonhos, você deve buscar se conhecer acima de tudo.

Depois de trabalhar com jogos em uma produtora pequena também posso dizer que muito se esclareceu para mim sobre as decisões destes artistas. Em um ambiente como estes, por mais que seja uma grande empresa como estas citadas, você tem que entregar um produto e ele será criticado por um "cliente", seja ele interno ou externo. Neste contexto, tudo pode acontecer. Quanto mais informado seu cliente, melhor será a qualidade do feedback, quanto menos informado, mais frustrante será o processo. Você deve entender, seja através da minha experiência, da de outra pessoa ou da sua própria, que nem tudo são rosas e que você terá que traçar seu caminho através deste labirintos de escolhas, recompensas e frustrações.

Seguem alguns outros vídeos interessantes sobre o assunto:

Uma vez que você pesquisou, aprendeu, experimentou e decidiu sobre uma paixão ou habilidade a buscar, chegou o momento de botar a mão na massa. Na sequência vamos discutir como buscar conhecimento e praticar de forma mais eficiente.

Como perseguir sua paixão de forma eficiente

Tim Ferriss ficou conhecido por seus estudos em como otimizar resultados obtidos ao aprender uma nova habilidades. Nesta palestra abaixo ele apresenta sua metodologia através do acrônimo DiSSS.

Apesar de não gostar muito destas abordagens "aprenda rapidamente", principalmente para arte, sua metodologia tem pontos interessantes a serem analisados. Vamos analisar um a um:

  • Deconstruction ou Desconstrução - Identificar todos os blocos fundamentais que constituem a habilidade que você está buscando aprender. No caso da ilustração por exemplo, quais os elementos que você deverá aprender para construir uma boa peça? Composição, anatomia, iluminação, etc.

Estes são pontos que no caso de artes discutimos profundamente aqui no blog. É importante também analisar em que pontos você estará mais suscetível a erros e consequentemente a desistir, antecipando e evitando que aconteçam.

  • Selection ou Seleção - Esta etapa considera o princípio de Pareto, ou regra dos 80/20, em que 20% dos blocos que formam a habilidade levarão a 80% dos resultados. Voltando ao caso da ilustração, a composição por exemplo é um dos fundamentos mais importantes e muitas vezes negligenciado por ilustradores iniciantes.
  • Sequencing ou Sequência - Definir a sequência que os blocos serão aplicados e como você irá aprender cada um afetará diretamente em sua evolução. Quais os passos serão menos frustrantes? Como posso aprendê-los de forma mais natural e com menos riscos? Como ser mais eficiente? Quais os melhores materiais?

Também pontos que tento apresentar bastante no Brushwork, trazendo os materiais mais adequados para cada habilidade que deve ser aprendida em arte. Todos estes passos devem ser dados antes de você tomar uma decisão, seja de sair da carreira atual ou de embarcar em uma primeira carreira, seja qual for o objetivo. Se eu tivesse metade deste conhecimento no passado, talvez tivesse me qualificado muito mais antes mesmo de sair da carreira de marketing, ou até mesmo teria saído dela de forma orgânica pela quantidade de trabalhos que estavam aparecendo. Agora, alguns anos depois, consigo olhar para trás e perceber o quão valioso é esse processo. Está em dúvida? Estude! Se capacite!

Tomar as decisões e experimentar métodos anteriormente também afetará drasticamente o último ponto sugerido por Ferriss.

  • Stakes ou Consequências - Criar metas a serem atingidas para manter sua motivação durante os estudos.

Este, na minha opinião, é essencial a nossa discussão, porém não por um motivo óbvio. Temos certamente que nos cobrar resultados de forma eficiente, porém o que aprendi é que a cobrança muito grande é extremamente prejudicial a evolução. Quando você largou alguma coisa, ou está se jogando em uma nova carreira, você estará sob uma enorme pressão, seja ela interna ou externa. Tendo a dizer que a cobrança pessoal é das piores, porém estar cercado de pessoas muito mais jovens que você, por exemplo, pode ser um pouco assustador. Este vídeo ao lado desenvolve nesse assunto com o exemplo de Kevin Jagger, que após uma carreira de anos em bancos de investimento resolver virar atleta profissional.

Pessoalmente passei e ainda sofro alguns dos males da cobrança excessiva. Problemas de saúde mesmo. Então temos que tomar muito cuidado, com nossas expectativas, nosso ego e nossa visão de nós mesmos. Mais uma vez, conheça a si mesmo. E infelizmente não há melhor forma de nos conhecermos do que experimentando. Sendo assim, seja equilibrado em suas escolhas.

Voltando a engenharia e ao contexto nacional de arte e ilustração, ter um diploma de engenheiro gerou tanto minha renda para possibilitar este movimento (fora o auxílio familiar que também foi essencial) e também me da certa estabilidade caso tudo dê errado. Resumindo, nada é totalmente perdido e pode ajudar em pontos que você desconhece no momento que toma as decisões. Ao mesmo tempo, meu ego sofreu ao deixar de ter aquelas conquistas que havia alcançado. Aquele reconhecimento, aquela perspectiva. Se reinventar é colocar em xeque quem você era, o que valorizava e como se via.

Como disse André Forni, a vida de um artista é cheia de mudanças, decisões e recomeços, mesmo para aqueles que tomaram esta decisão como primeira carreira. Esteja ciente disso, aproveite cada momento do processo e tente desvincular sua realização pessoal com os resultados diretos ou até financeiros do que estiver fazendo.

Em outro momento quero falar especificamente de mercado e também do poder introspectivo da prática artísticas. Hoje em dia o próprio processo da mudança se tornou um produto comercial, o que facilita muito transições ousadas como a de Kevin Jagger. Esta é uma grande oportunidade, mas este tópico fica para outro post.

Para fechar, dois exemplos de grandes artistas que largaram outras carreiras para viver de arte, um originalmente do Tajiquistão e outro brasileiro.

Jama Jurabaev é considerado hoje um nome gigantesco no concept art para cinema, tendo trabalhado em filmes como Avengers, X-Men e Guardiões da Galáxia. O que nem todos sabem é que ele estudou Engenharia Aeroespacial e somente aos 25 anos mais ou menos resolveu virar um concept artist. Conheça um pouco de seu trabalho:

 Arte de Jama Jurabaev

Arte de Jama Jurabaev

 Arte de Jama Jurabaev

Arte de Jama Jurabaev

 Arte de Jama Jurabaev

Arte de Jama Jurabaev

 Arte de Jama Jurabaev

Arte de Jama Jurabaev

 Arte de Jama Jurabaev

Arte de Jama Jurabaev

O brasileiro Bruno Biazotto chegou a fazer 3 anos e meio de engenharia física, para então decidir que aquilo não era para ele. Hoje ele atua como freelancer para grandes empresas internacionais, como Bandai Namco e Cryptozoic. Conheça também um pouco do seu trabalho:

 Arte de Bruno Biazotto

Arte de Bruno Biazotto

 Arte de Bruno Biazotto

Arte de Bruno Biazotto

 Arte de Bruno Biazotto

Arte de Bruno Biazotto

 Arte de Bruno Biazotto

Arte de Bruno Biazotto

 Arte de Bruno Biazotto

Arte de Bruno Biazotto

Resumo

Vamos recapitular alguns pontos importantes:

  • Nunca é tarde para recomeçar!
  • Analise bastante as opções, passos a serem tomados e esteja preparado para o que está por vir.
  • Conheça a si mesmo antes de mais nada.
  • Experimente tudo que puder antes de se lançar em um novo caminho.
  • Não é fácil, prepare o ego para recomeçar e abrace o processo e a incerteza como partes importantes da jornada. Resultados virão da sua paixão pelo processo!
  • Crescer dói, mas pode evitar frustrações ainda maiores mais para frente.
  • Mudanças são constantes, aceite-as antes de mais nada.
  • Lembre-se que seu trabalho impacta e transforma os outros. Busque sua motivação também nesta missão.

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Muito obrigado por acompanhar e bons estudos!