Motivação - Como se sentir mais motivado para estudar?

Quem nunca se sentiu frustrado ou desmotivado para começar a estudar? Este é um sentimento que assombra todo o tipo de atividade e acredito que principalmente as áreas criativas. Neste post, vou tentar desconstruir a motivação e, utilizando algumas ótimas referências, trazer sugestões de como podemos contornar as adversidades e sermos mais produtivos.

A estrutura que escolhi será a seguinte:

  • Dúvidas e Confiança
  • Motivação
  • Procrastinação
  • Quebrando a Inércia
  • Hábito
  • Produtividade

Estes tópicos fazem parte de muitos dos materiais que pesquisei para construir este texto. Mas antes de mais nada, segue uma arte de Albert Bierstadt para motivar sua leitura:

Arte de Albert Bierstadt

Dúvidas e Confiança

A desmotivação é algo que batalhamos diariamente em nossas jornadas artísticas, seja ela por frustração, esgotamento, desnorteio ou pura procrastinação. Mas se eu tivesse que elencar os principais motivos seriam a falta de confiança e de clareza no que estamos fazendo.

Visando analisar a questão dentro do contexto da arte, escolhi dois vídeos, um de Bobby Chiu e um de Anthony Jones, onde eles discutem dúvidas, auto-estima, confiança e motivação para artistas.

Segundo Anthony Jones, e algo que sabemos bem, a procrastinação é um dos maiores problemas da evolução artística. Sempre que começamos a estudar ou produzir, sentimos aquela vontade incontrolável de olhar o Facebook mais uma vez, ver se ninguém postou nada nos últimos 30 segundos ou ver aquele trailer que saiu na semana passada e que você tinha esquecido de ver. Isso se deve a diversos fatores.

Um dos principais, segundo ambos os vídeos, é a falta de clareza. Clareza nos objetivos, clareza no caminho, clareza sobre o que está te impedindo e clareza com relação a quem você é. Aquilo que não definimos claramente, não conseguimos controlar. Mesmo que não tenhamos um plano de longo prazo, com todos os passos e objetivos, temos que deixar claro que precisamos estudar e abraçar isso com uma atitude positiva. A cada passo, estaremos evoluindo e aquela névoa a nossa frente irá se dissipando aos poucos.

No curto prazo, o importante é definir objetivos e metas, sabendo que você vai encontrar obstáculos, problemas e também mudanças no seu caminho e terá que lidar com isso. Faz parte! Todo mundo passou por isso. Sendo assim, é algo que você não pode controlar e deve portanto agir positivamente. Não dá para se preocupar com aquilo que você não consegue controlar, vai te deixar louco.

Utilizando um exemplo pessoal, quando comecei o Brushwork (que também é uma atividade criativa), eu não tinha a mínima ideia de como a comunidade iria reagir. O que eu sabia era a qualidade que eu gostaria de ter nos meus materiais, principalmente se fosse lê-los do ponto de vista do meu "eu" artista, e trabalhei duro para que isso acontecesse. O resto veio em decorrência desta busca por comunicar de forma eficiente os tópicos que eu achava que eram relevantes. O mesmo está acontecendo na execução deste post, cheio de dificuldades específicas, revisões e conteúdos extras. É fácil se entregar a todas as incertezas e dificuldades e procrastinar, mas temos que vencê-la e seguir confiantes de que vai dar tudo certo.

Anthony Jones sugere um exercício simples que pode mudar muito o seu dia a dia, listar suas atividades. Este é um conceito antigo, a famosa to-do list, mas que também posso atestar pessoalmente que funciona muito bem. Fazer listas de atividades do dia seguinte ou da semana, revisá-las na noite anterior e ir me ajustando é algo que tem me ajudado muito a não esquecer nada, sentir evolução no que estou fazendo e não procrastinar tanto.

Uma vez que tracei as atividades, também fico mais tranquilo com relação as preocupações, pois agora os problemas são conhecidos e mesmo que hajam atrasos, consigo controlar a situação. Mais uma vez, o que desconhecemos é muito mais difícil controlar. Assim, você estará bem, ou pelo menos despreocupado, quando tiver que lidar com os obstáculos e contornar problemas.

Também é uma forma interessante de valorizar mais nossos resultados positivos e esquecer um pouco os negativos. Temos uma capacidade espetacular de nos sabotarmos neste quesito. Anthony Jones usa um exemplo de um amigo no vídeo e eu vou usar um pessoal aqui. As vezes me pego questionando porque alguém deu unlike em um vídeo do Youtube. Você olha lá e tem 180 likes, por exemplo, e 1 unlike. O que você da mais valor? Pro maldito unlike, claro. O mesmo acontece com a realização de atividades, as que você completou, se você não tiver um mecanismo de controle, você irá esquecer rapidamente, porém aquelas que você não completou ou não começou, você vai se lembrar e se culpar por muito tempo. Não sei de onde vem esta sensação, mas sei dizer que ela é real e muito comum.

Estes conselhos e experiências são bons e têm um grande valor, mas para não ficar uma coisa muito auto-ajuda (o que concordo com Leandro Karnal quando ele diz que os livros de auto-ajuda têm esse nome porque ajudam o autor), proponho mergulharmos mais fundo em algumas teorias de motivação e ferramentas para que no final possamos fazer uma revisão mais profunda do assunto.

Motivação

Uma das coisas que mais me intriga nos aspectos criativos é a questão da bonificação financeira e sua relação com a produtividade e motivação. Neste estudo, que acabou virando livro, Daniel Pink demonstra que em atividades intelectuais, criativas e não mecânicas, nem sempre a maior recompensa em dinheiro gera a maior eficiência. Por vezes, gera até uma menor produtividade.

Ele divide a motivação em dois grandes blocos: Intrínsecas e Extrínsecas.

As motivações intrínsecas são, em sua opinião, as que deveriam realmente ser valorizados nas atividades do século 21. No contexto artístico, citei brevemente esta palestra também no post sobre o desenho como forma de se reconectar com a beleza do mundo. Você pode ler este post pelo link http://brushworkatelier.com/blog/2015/8/6/desenho-pelo-prazer-de-desenhar.

Ele apresenta então 3 elementos construtivos das motivações intrínsecas:

  • Autonomia - O desejo de tomar suas próprias decisões
  • Excelência - O impulso para ficar melhor em algo
  • Propósito - O sentimento de estar fazendo diferença

E todos estes são de fato presentes nas carreiras de ilustração, concept art e outras práticas criativas, assim como na evolução artística. Temos autonomia para escolher nossos caminhos, buscamos a excelência todos os dias e entendemos que a produção artística faz diferença no mundo, seja em sua forma comercial ou contemplativa. Algumas vezes, porém, esquecemos disso.

O mercado também não colabora muito com a situação do artista, abusando da "paixão", ou seja, de nossas motivações intrínsecas para explorar mão de obra barata. É possível pensar que eles estariam incentivando a teoria, porém segundo Daniel Pink, ela vale para quando se passou de um mínimo de compensação financeira suficiente para que os criativos parem de pensar em dinheiro. Normalmente não é o que acontece, principalmente quando você está planejando um começo ou mudança de carreira ou nos primeiros anos da mesma. O medo do desconhecido, do estigma do "artista morto de fome" alimenta nossos medos e reforça a fuga deste compromisso com a criação artística.

Procrastinação

Essa fuga é um dos motivos da tão frequente procrastinação. Este vídeo abaixo tem uma visão muito interessante sobre o tema. Analisaremos na sequência.

Para Tim, a procrastinação é uma fuga do que é importante para buscar gratificações instantâneas. E em algumas pessoas, senão na maioria, ela prevalece em grande parte dos casos, exceto quando os deadlines, ou datas limites de projetos, se aproximam. Neste momento, conseguimos suprimir à força estes impulsos e voltar ao trabalho.

A grande questão, segundo ele, aparece quando não temos deadlines visíveis. O estudo artístico é um exemplo, principalmente se estamos fazendo isso em paralelo, buscando "quem sabe, algum dia trabalhar com isso". Sem o senso de urgência, acabamos por deixar prevalecer as gratificações instantâneas, dando desculpas de que "estamos cansados", "amanhã eu começo" ou "quando eu fizer aquele curso ou comprar aquela ferramenta, aí sim!".

Neste momento, temos dois grandes aliados, a criação de deadlines de curto prazo, com consequências reais ou a simples consciência de que não temos todo o tempo do mundo. Ele sugere uma ferramenta que resume em caixinhas a quantidade de semanas que você tem na vida. Acho uma forma legal de colocar as coisas em perspectiva apesar de achar um pouco forte e que pode levar a uma interpretação distorcida. Se você tem 25 anos por exemplo, irá pintar suas 25x52 caixinhas, o que vai te levar a pensar "nossa, quanto tempo já passou da minha vida e não fiz nada", ou algo do gênero. Porém, é importante lembrar que você começou a ter autonomia sobre suas decisões só depois de uma certa idade, talvez no mínimo os 14 ou 15 anos.

Então nãoi pire, mas lembre-se que você precisa quebrar esta inércia da procrastinação e começar a se mexer.

Quebrando a Inércia

Para isso, vamos ver algumas ferramentas interessantes, seja para quebrar a inércia de longo prazo ou aquela "preguicinha" de todos os dias. E dois dos piores momentos são durante as manhãs ou quando voltamos do trabalho. Como quebrar a inércia do cansaço ou da preguiça de levantar? Neste vídeo abaixo, Bobby Chiu discute o tópico e sugere algumas ferramentas:

A primeira delas é de preparar as coisas para o dia seguinte. Separar todos os materiais que vai precisar, deixar a mesa pronta para sentar e estudar, talvez até já com a página aberta ou folhas preparadas, com o lápis ou caneta em cima. Tudo ao alcance das mãos. Isso já vai ser o suficiente para no mínimo sacudir sua desmotivação. Outra ferramenta que ele sugere é já começar a atividade na noite anterior. Muitas vezes faço isso com posts do Brushwork. Mesmo sabendo que não terei tempo de terminar um conteúdo, eu começo a organizar a estrutura de um post de noite e termino ou dou continuidade no dia seguinte. Ou pelo menos seguir o que foi dito por Anthony Jones sobre fazer listas de tarefas a serem cumpridas. Com todas estas técnicas, você criará um senso de urgência que deve ser o suficiente para pelo menos você começar.

E este é o segundo ponto de Bobby Chiu e para mim o mais importante, COMECE A FAZER! Acho que todos já tiveram esta experiência, seja para o estudo ou para um exercício físico, por exemplo, de demorar muito para começar alguma coisa e depois se ver feliz em estar o fazendo. Existe uma prática muito interessante em exercícios físicos que é só tomar a decisão de ir ou não à academia depois que você já tiver se trocado. Assim, você já vai ter quebrado uma das partes da inércia, sendo então muito mais difícil desistir.

Que tal tomarmos a decisão de estudar ou não sentados na mesa com todos os livros, lápis na mão e depois de 2 minutos desenhando? Bobby Chiu cita que estes 2 minutos fizeram uma diferença muito grande em sua carreira.

Como disse Bobby, "dê um soco na cara" da preguiça, ponha-a no seu devido lugar e comece!

Lembre-se que você não tem todo o tempo do mundo e o quanto antes você começar, mais cedo irá colher os frutos do esforço. Não espere "estar pronto". Vai levar anos para você mudar sua percepção de si mesmo e talvez nunca se sinta realmente pronto. Muitos grandes artistas contam que sentem ou sentiram a chamada "síndrome do impostor", que algum dia irão descobrir que você não é bom o suficiente para fazer aquilo e você não conseguirá mais trabalhar.

Abrace o processo de aprendizado, suas dificuldades e suas falhas. Não sinta vergonha de mostrar seus erros, todos já tiveram neste ponto.

Respeite a trajetória dos outros artistas não se comparando a resultados de décadas de estudos. Discuti mais a fundo este assunto no post sobre o que fazermos não ser "só um desenhinho". Segue o link: http://brushworkatelier.com/blog/2015/8/7/no-s-um-desenhinho

Por fim, visualize seus objetivos sendo atingidos. Este é um processo bem mais difícil e que não sei dizer qual é a real eficácia. Mas entenda que se você praticar, você irá melhorar e os resultados aparecerão. Não existe dúvida nisso. Podem não ser os objetivos de longo prazo que você esperava, como aquele emprego na "empresa dos sonhos", porque existem muitas variáveis envolvidas, incluindo algumas que você não tem controle, mas você irá certamente evoluir.

Um livro muito interessante sobre tarefas e produtividade é este abaixo, Eat That Frog!, que apresenta o conceito de que se você tiver que começar seus dias comendo um sapo vivo, nada será pior que isso. Trazendo para o mundo real, o mesmo vale para se você tiver várias tarefas a serem cumpridas, faça a mais difícil primeiro.

Por outro lado, para questões de longo prazo, por exemplo aprender um conceito complexo como anatomia do ante-braço ou técnicas avançadas de perspectiva, talvez seja interessante intercalar os sapos mais feios com o seu prato favorito, isto é, atividades que você tenha muito prazer em realizar no desenho.

Hábito

Ok, conseguimos quebrar a inercia algumas vezes e já começamos a estudar. Agora precisamos transformar isso em um hábito, algo que fique automático e que comecemos aos poucos a sentir necessidade de fazê-lo. Mas como se cria um hábito? Este livro abaixo é uma ótima fonte de informações neste contexto. Vamos discutir alguns pontos.

Segundo o livro e estas apresentações, todos os hábitos podem ser reduzidos a 3 etapas: CUE - ROUTINE - REWARD. Eu traduzi de forma livre para uma deixa, um comportamento e uma recompensa.

Hábitos devem ser gerados por uma deixa, que pode ser classificada em 5 categorias, de localização, de tempo, de emoções, de outras pessoas ou da ação que ocorreu imediatamente antes. Por exemplo, abrir o navegador, pode disparar o hábito de abrir o Facebook e não aquele site de referências que você precisava.

Depois de um certo tempo, é gerada uma quarta etapa do hábito: CRAVING, ou desejo. E este desejo vai se desenvolvendo e alterando ao longo da repetição do comportamento. Os picos de dopamina ou sensações boas começam a acontecer antes mesmo do comportamento em si, gerando uma necessidade para que ele aconteça.

Mais uma vez o planejamento antecipado e anotar as suas atividades auxilia na execução de tarefas e a criação de hábitos bons, ou a suprimir hábitos ruins. Outro grande aliado é focar em o que ele chama de Keystone Habits ou hábitos chave, que são capazes de acionar outros hábitos. O vídeo de baixo dá o exemplo do hábito de acordar cedo, que gerará uma maior quantidade de tempo pela manhã e a possibilidade do desenvolvimento de outros hábitos matinais.

No caso do desenho, como veremos alguns exemplos a seguir, o hábito de começar a desenhar a todo custo e passar pelo menos 2 minutos por dia desenhando gerará uma rotina que possibilitará outros hábitos relacionados. Uma vez que você começou, você irá ficar cada vez mais tempo, buscará novas fontes de informação e se desenvolverá mais rápido na prática artística.

Existem divergências na literatura sobre quanto tempo de repetição de uma atividade gera a criação de um hábito. Alguns estudos dizem 21 dias, enquanto outros chegam a 66 dias. O importante é entender que construir um hábito é difícil, necessitará muita perseverança e todas as ferramentas que você puder.

Uma outra ferramenta interessante é o HabitRPG, apresentado neste vídeo acima. Mas não só pelo aplicativo em si, mas por todas as questões funcionais e sociais envolvidas.

Para mergulhar um pouco mais na discussão do uso de gameficação na educação e sua relação com a motivação, vamos discutir a Taxonomia de Malone e Lepper. Nome bonito, né? Basicamente, no estudo, a motivação intrínseca é investigada mais a fundo, sendo então dividida em aspectos individuais e aspectos sociais.

Para eles, para uma atividade ser motivadora do ponto de vista individual intrínseco ela deve trabalhar 4 aspectos:

  • Desafio: com objetivos claros, resultados incertos, feedback da performance e manutenção da auto-estima. (um bom complemento a este ponto é a Teoria de Fluxo para quem quiser investigar mais a fundo)
  • Curiosidade: tanto sensorial quanto cognitiva
  • Controle: contingência, escolha e poder
  • Fantasia: em seus aspectos cognitivos e emocionais e relação com a realidade.

Do ponto de vista social, outros 3 aspectos aparecem:

  • Cooperação
  • Competição
  • Reconhecimento

Para quem quiser ler o artigo na íntegra (em inglês), segue o link: http://ocw.metu.edu.tr/mod/resource/view.php?id=1311

Podemos notar claramente que todos estes fatores são altamente correlacionáveis com a prática artística e em especial a evolução e estudo em grupo. O aplicativo HabitRPG, além de ser uma grande ferramenta individual, também é um sistema de interação e cooperação com conhecidos.

Se estes aspectos forem bem trabalhados, será muito proveitosa a jornada de aprendizado. Vejo isso se repetir em vários casos, incluindo exemplos de grandes escolas como Art Center, onde você pode notar claramente todos os pontos, assim como em interações em grupos pequenos de artistas em desenvolvimento. Discuti bastante este assunto no vídeo abaixo:

Também é algo que tenho valorizado muito no Brushwork Atelier Online, onde estudaremos juntos alguns dos melhores conteúdos disponíveis sobre arte para entretenimento. Quer conhecer mais, assista ao vídeo abaixo ou acesse: http://www.brushworkatelier.com.br/

Voltando aos hábitos, seguem 2 exemplos voltados para a prática artística, primeiramente com estes vídeos de Anthony Jones:

E também uma série de posts de Maciej Kuciara onde ele incentivou o hábito artístico e o uso da hashtag #arthabit. Durante muito tempo, o próprio Maciej contribuiu bastante, com exemplos como este:

 Arte de Maciej Kuciara

Arte de Maciej Kuciara

O projeto continua no grupo Art Cafe do Facebook, onde milhares de artistas compartilham suas criações: https://www.facebook.com/groups/ArtCafeTV/

Produtividade

Uma vez que conseguirmos quebrar a inércia e construir um hábito, é hora de nos preocuparmos com a eficácia e produtividade. Para isso, trouxe outra referência muito interessante e a correlacionarei com outras fontes.

Marty Lobdell discute, nesta palestra acima, que é importante você quebrar seus estudos em sessões de 20 a 30 minutos e parar por 5 minutos depois. Nossa atenção não é treinada para aguentar sessões maiores que isso. Aos poucos, podemos desenvolver a concentração e ir aumentando os períodos. Ele também sugere que ao final de todas as suas sessões do dia, você dê a si mesmo uma recompensa.

Este também é um conceito ensinado por Anthony Jones em suas palestras, sendo 20 minutos dedicados ao estudo e 5 minutos dedicados ao teste/aplicação do que foi aprendido. Também é um método conhecido como The Pomodoro Technique.

Este estudo deve ser feito em um espaço dedicado, sem interrupções constantes e sem distrações, e de forma ativa, questionando aquilo que você está estudando, o que vai tirar do conteúdo e como vai aplicá-lo. Busque adicionar outras fontes, fazer seus próprios questionamentos e buscar soluções pessoais.

Ao final, tente ensinar o que você aprendeu, esta é uma forma muito interessante de reforçar o conteúdo, seja para um colega ou para si mesmo tentando sumarizar tudo de uma forma bem direta.

Discuti bastante o tópico do estudo eficiente no post sobre como melhorar seu desenho mais rápido, vale uma leitura tentando visualizar estes conceitos de motivação: http://brushworkatelier.com/blog/2016/1/7/como-melhorar-seu-desenho-em-menos-tempo

Também discutimos bastante as formas de melhorar seu aprendizado sozinho através do vídeo de Feng Zhu no quarto post da série sobre a FZD. Este vale muito a pena analisar com calma, tentando encontrar formas de replicar muito do que ele fala: http://brushworkatelier.com/blog/feng-zhu-e-o-ensino-de-qualidade-do-outro-lado-do-mundo-parte-44

Uma parte interessante de incluir aqui é a seguinte:

  1. Prepare um ambiente adequado de estudo/trabalho. Se tiver um quarto separado, converta-o para uma sala de estudo. Ou até mesmo alugue um espaço ou estúdio somente para isso, afinal de contas você já está economizando de não ir para uma faculdade ou curso especializado.
  2. Remova todas as distrações deste ambiente. Video games, televisão, revistas, etc. E explique àqueles que moram com você ou que estão à sua volta o que você está fazendo, que você não pode ficar sendo interrompido o tempo todo.
  3. Tenha um cronograma/horário regular! Você tem que se dar um número fixo de horas para estudar todos os dias, tem que ser como um trabalho. Feng recomenda em torno de 5 a 6 horas por dia, por pelo menos um ano. Se houvesse uma forma de ensinar sem tarefas e trabalho duro, as escolas todas estariam o fazendo. Seja FZD, Art Center, ou outras, todas são baseadas na repetição do binário aula/tarefas. Você tem que gastar tempo nisso! Você já está acumulando horas?
  4. Planeje para você tarefas/assignments e consequências se não as fizer! Em casa você normalmente não tem consequências nem recompensas em suas tarefas, como numa escola. Replicar este binário é essencial para manter a motivação.

Outros materiais

Finalmente, mais dois exemplos de vídeos bons sobre produtividade que acabam por repetir muitos dos conceitos que discutimos:

Outro ótimo conteúdo (em inglês) é este post abaixo:

http://dearartdirector.tumblr.com/post/142849416719/how-can-i-get-the-energy-i-need-to-work-on-my

Em português e voltado especificamente para o estudo de artes, temos o canal do Youtube do Rafael Souza, que tem muito conteúdo de qualidade. Neste 3 vídeos abaixo, ele fala de organização, afinidade e observação. Vale a pena conferir:

Resumo

Resumindo, a desmotivação é uma pedra no sapato de muitos criativos, mas existem diversas ferramentas que podem nos ajudar a combatê-la. Vamos ver algumas delas:

  • Entender que não é só com você, todos passaram ou ainda passam por isso. Estudar arte é difícil, leva tempo e apresentará uma série de obstáculos. Quanto antes você aceitar isso, melhor será.
  • Tenha uma atitude positiva com relação as adversidades. Lembre-se que o que você não conhece ou entende, é impossível controlar.
  • Quebre a inércia! Se force no começo a sentar por pelo menos 2 minutos para desenhar, certamente você irá ficar mais tempo que isso.
  • Separe um lugar específico para você estudar, longe de distrações, sejam elas pessoas, mídias sociais ou qualquer outra coisa.
  • Prepare tudo na noite anterior, sua mesa, materiais e liste ou revise a lista de tarefas a serem cumpridas. Se possível, comece a atividade na noite anterior mesmo, para já ter quebrado a inércia para o dia seguinte.
  • Repita o suficiente para criar um hábito, assim você vai aos poucos começar a sentir necessidade de realizar a atividade.
  • Estude de forma ativa, sempre questionando o que está aprendendo, e em sessões pequenas, intercaladas com pausas, revisões e alongamentos.
  • Divirta-se! Trate a evolução artística com seriedade, mas não se esqueça do lado positivo e divertido de ser artista.

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Muito obrigado por acompanhar e bons estudos!