Retrospectiva ICONIC (parte 2/2) - Fundamentos, prática e a busca pela excelência

Nesta segunda parte da retrospectiva do evento ICONIC, discutiremos os aspectos práticos da jornada artística, do estudo dos fundamentos a busca pela excelência.

Daremos então continuidade a sequência sugerida de três tópicos:

  • Voz
  • Fundamentos
  • Prática

No primeiro post, que você pode ler clicando aqui, falamos sobre a Voz e todas as suas características. Desta vez, focaremos nos Fundamentos e Prática, dois assuntos muito importantes e recorrentes aqui no Brushwork Atelier.

Fundamentos

"Cultivar os fundamentos é essencial" - Rael Lyra

Vamos começar com esta frase fenomenal do grande Rael Lyra, que não simplesmente fala que devemos estudar fundamentos por serem importantes, mas sim ele nos provoca a "cultivar" os fundamentos, que em minha opinião tem muito mais peso, envolve cuidado e revisão constante através de toda a trajetória artística. E ele fecha a frase com a palavra essencial, mostrando que ele considera os fundamentos um pilar de nossa jornada.

Mas o que são fundamentos? Tanto se fala sobre desenvolver principalmente esta importante parcela do fazer artístico, porém o que podemos realmente chamar de fundamentos?

Thiago Hoisel em sua palestra falou um pouco sobre isso, descrevendo os fundamentos como compostos de:

  • Desenho
  • Anatomia
  • Composição
  • Perspectiva
  • Iluminação
  • Teoria das Cores

Ele incluiu um "etc" no final desta lista e fiquei pensando em outros fundamentos, mas só incluiria as técnicas do material/mídia propriamente ditas. Se acharem que ficaram faltando outros, por favor, comentem!

Para mim, o que ele quis dizer é que são os elementos estruturantes da prática artística, questões que podemos dizer serem mais "formuladas" e "concretas", isto é, existem conceitos físicos e biológicos por trás da maioria deles. Por exemplo, anatomia, perspectiva e iluminação são conceitos técnicos exatos, que não abrem margem para abstração, exceto quando intencional com relação a estilo (um tópico bem controverso que vamos deixar para outra hora). Teoria de cores e composição, apesar de possuírem sólidos conceitos técnicos também, começam a ter fatores mais psicológicos envolvidos e abrir margem para certa abstração. Por fim, acho que o que ele chama de desenho é a habilidade fundamental de ordenar linhas, valores e shapes para descrever algo.

Arte de Tiago Hoisel

Arte de Tiago Hoisel

Além disso, Hoisel desconstruiu sua evolução em três pilares:  desenvolvimento da percepção, prática e identidade. Identidade discutimos bastante no post anterior sobre Voz (clique aqui se você não leu) e a Prática vamos discutir mais abaixo.

Com relação a Percepção, primeiro passo na caminhada, ele propõe mais três etapas: Copiando, Transpondo e Criando. Isto é, resumidamente, seria replicar uma foto (mesmo que estilizando), combinar fotos para criar uma nova composição e por fim organizar todos estes conhecimentos em criações de imaginação (mesmo que sempre se baseando em referências). Ele também mostrou exemplos visuais para estes que foram muito interessantes!

Falando especificamente de Iluminação, um dos fundamentos e também um de seus pontos mais fortes, Hoisel mostrou exemplos de luz direta, suave, rebatimento e recorte. Por fim ele mostrou um pouco de seu processo ao iluminar, quebrando uma ilustração nas seguintes etapas: Ambiente, Configuração de Luz, Céu, Rebatimento, Luz Principal - Sol, Rebatimento novamente, Translucência, Efeitos de Lente e Composição. Ele utilizou para este exemplo um cenário de praia, semelhante ao encontrado na imagem abaixo:

Arte de Tiago Hoisel

Arte de Tiago Hoisel

Letícia Reinaldo também falou bastante sobre luz e cor, e como ela busca controlar as emoções através destas ferramentas. Ela entrou em conteúdos bem técnicos que acredito serem melhor estudados com calma através das referências propostas por ela como estes livros:

Outro ponto importante que ela falou foi de composição de luz, para a qual citou os seguintes elementos: enquadramento, luz de 3 pontos, fg/mg/bg (isto é, primeiro plano, plano médio e plano de fundo), direcionar o olhar, contraste, clima e simbolismo. Para ilustrar estes conceitos, ele apresentou uma série de exemplos em filmes. Confesso que fiquei muito impressionado, principalmente com este exemplo abaixo do trabalho pessoal dela, onde tudo foi meticulosamente posicionado para passar a ideia de distanciamento entre os três personagens de luto e os outros dois. Para aprofundar nestes quesito, acredito que seja interessante o estudo de livros relacionados a iluminação para cinema e cinematografia.

Arte de Letícia Reinaldo

Arte de Letícia Reinaldo

Outro a falar de cores foi Jovan de Melo, enfatizando a utilização destas a seu favor e também mostrando as diferenças entre valores e cores. Ele também tocou em assuntos bem técnicas de ambos os temas, como Chave Alta, Média e Baixa e Modos de Cores. Estes também acho que são assuntos que devem ser estudados especificamente, então seguem alguns livros que ele sugeriu (além do Color and Light, do James Gurney. novamente):

Segue também um vídeo de Anthony Jones sobre o assunto que eu acho muito interessante:

Com relação a anatomia, Fernando Peque frisou em praticamente todos os slides que o "conhecimento de anatomia humana e de animais é essencial" e que a "silhueta (tema de sua palestra) não substitui isso". Além dele, vários outros artistas citaram a anatomia como um dos conhecimentos mais importantes a se adquirir. Carlos Luzzi, por exemplo, enfatizou a importância de conhecer a realidade para depois distorcê-la. Ele citou o exemplo dos Nine Old Men, animadores que mudaram o rumo da Disney e estudavam muito a partir de objetos, pessoas e animais reais, aprendendo, extraindo a essência e traduzindo os conhecimentos na ilusão de vida. Ele sugere alguns livros para esta busca.

The Illusion of Life: Disney Animation
$34.80
By Ollie Johnston, Frank Thomas
Vilppu Drawing Manual
By Glenn Vilppu

Também sugeri algumas referências interessantes de anatomia na sessão Livros aqui do site, que você pode acessar clicando aqui.

Outra referência legal é o canal do Youtube do palestrante André Forni, tem muita informação sobre pintura digital e fundamentos. Segue um vídeo sobre iluminação:

Os fundamentos abrangem uma infinidade de informações e serão estudados a vida inteira. É incrível a quantidade de bons artistas que dizem "estar voltando a estudar os fundamentos para reforçar os conhecimentos".

Prática

Ok, entendemos quais são os fundamentos e sua importância e por onde devemos começar a estudar. Porém quanto e como devemos estudar? A Prática também foi citada por Tiago Hoisel, como vimos anteriormente, como um dos pilares de seu desenvolvimento. Todos os grandes artistas falam a mesma coisa, que ralaram muito para estarem onde estão e continuam ralando para chegar ainda mais longe.

Em um vídeo muito bom, Anthony Jones elege o Trabalho Duro (Hardwork) como a principal ferramenta para acelerar o desenvolvimento artístico.

O Henrique também fez um vídeo para o ICONIC Insights falando sobre a prática constante em busca de trabalhos de melhor qualidade. Neste ele sugere dois vídeos importantíssimos que introduzem o conceito de que o esforço muitas vezes fica oculto por trás dos bons resultados, só vemos "o palco dos artistas" e não sua preparação para chegar lá. Assista, é este vídeo aqui ao lado:

Como a prática é um tema muito amplo e presente durante toda a jornada do artista, decidi dividir também esta análise em três partes:

  • Estrutura
  • Rotina
  • Excelência

Na Estrutura vamos tentar analisar formas de desconstruir o estudo e coloca-lo em processos, objetivos e metas. O segundo passo, Rotina, considero ser o mais importante, é quando vamos colocar estes objetivos e estrutura em prática para realmente evoluir, é a "etapa da caverna" que o Henrique cita no vídeo. Por fim, como disse antes, este é um processo que estará presente durante toda a jornada do artista. Sinto dizer, mas você nunca estará satisfeito com seu trabalho e sempre irá querer mais, se estiver muito satisfeito é porque algo está errado. A busca da Excelência deve ser estudada e absorvida com sinceridade para que possamos atingir melhores resultados.

Estrutura

Para começar esta conversa, precisamos entender que não será uma tarefa fácil e que uma estrutura mal elaborada ou uma cobrança muito forte irá gerar muita frustração e possivelmente abandono da sua busca. O Henrique postou um vídeo muito legal sobre isso no ICONIC Insights também, veja aqui ao lado.

Uma vez que você tem ideia do que gostaria de fazer, mesmo que breve e com dúvidas, o mais importante é realmente começar. O Rael Lyra colocou alguns pontos muito interessantes com relação a este tópico.

"Quanto antes você aborda um problema, mais fácil fica de resolvê-lo" - Rael Lyra
"Se quer fazer algo, faça, e não espere que alguém faça por você" - Rael Lyra

Por outro lado, ele também frisou a importância em terminar aquilo que você se propor, mesmo que seja para mudar de direção ao final deste ciclo, que como o André Forni disse, faz parte da jornada do artista:

"Ser capaz de terminar o que começou é muito importante" - Rael Lyra
"É muito importante que você seja capaz de fechar seus ciclos" - Rael Lyra

Com relação a estrutura em si, é muito importante entender o que se está buscando estudar, o que se quer aprender e quem vai ser o "cliente" que vai querer seu material no final. Isto é, você deve ter um plano também focando na aplicação de mercado daquilo que está buscando, uma vez que precisamos ganhar dinheiro em algum momento. Não mapear bem as oportunidades e alinhá-las com suas aspirações e paixões pode gerar grande frustração no futuro.

Tenho tentado no blog explorar como artistas e grandes escolas do mundo desconstruíram os problemas de estudo do desenho, pintura, design, etc, como comecei a fazer para o desenho, neste outro post. Porém como já disse algumas vezes, acredito que faz parte da caminhada de cada um buscar respostas para estas perguntas. O importante é saber que é um processo longo e que você não deve se intimidar com isso, você não terá controle quase nenhum sobre sua evolução, somente dos tópicos a serem estudados e da quantidade de horas praticando. Pesquise, reflita, comece e pratique muito!

Rotina

A Rotina é um dos aspectos mais importantes da carreira artística, é a prática em si, os anos e anos que não são valorizados pelos leigos, porém extremamente duros e necessários para todos os artistas que atingiram algum reconhecimento. Nesta parte, vamos analisar o que foi dito sobre o tópico nas palestras e sugerir ferramentas para auxiliá-lo na sua jornada.

André Rocca deu uma das palestras mais voltadas para a prática, onde falou muito sobre o uso de sketchbooks para gerar uma rotina de estudos e principalmente constância. Para ele, você deve ter um sketchbook simples, não muito caro, que permita que você desenhe nele sem travas, que seja de um tamanho confortável para que você o leve para todos os lugares e tenha fácil acesso e que se adeque a sua utilidade e materiais.

Arte de André Rocca

Arte de André Rocca

Este ponto da simplicidade é muito importante, veja seu sketchbook como um lugar onde você pode esboçar suas idéias, e não como algo para mostrar para os outros. Como Rocca mesmo disse, "não torne o sketchbook um artigo de luxo, um art book, e não tenha medo de usá-lo!"

Com este, você deve registrar e estudar o que está a sua volta, melhorando sua biblioteca visual e permitindo que possa utilizar essas informações no futuro. Como falei no post sobre o desenho, e o Rocca confirma, olhar/observar as coisas através do desenho é completamente diferente. Procure realmente observar as proporções, cores, funcionamentos, sombras, etc. Ele diz que "estes estudos nos dão referências muito vivas".

"A todo momento você pode encontrar coisas interessantes, e ter um material para registrar é muito importante!" - André Rocca

A segunda utilidade do sketchbook, para ele, é de registrar idéias. Idéias podem vir a qualquer momento e em qualquer lugar, seja por que vimos algo interessante ou simplesmente por aparecer uma imagem em nossa cabeça, e é muito importante você ter como esboçá-las de forma rápida. E depois, se tiver interesse, ir evoluindo a idéia até a arte final.

Outra utilidade importante do sketchbook é a de laboratório de experimentação, mais uma vez, onde você deve errar. Sem experimentar e errar, não se encontra novos caminhos, novas linguagens, novos traços. Seja nos quesitos técnicos, como dinâmica do traço, ou materiais diferentes, experimente! Copie outros artistas e analise seus processos, experimente como começar o seu próprio processo, como finalizar, etc. Se você quiser encontrar seu "estilo", nada melhor do que treinar muito e aos poucos "encontrar suas próprias soluções e caminhos que não experimentaria em um trabalho profissional".

"Mais uma vez, NÃO TENHA MEDO DE ERRAR!" - André Rocca

Ele fecha dizendo que nosso aprendizado não tem fim e que você deve começar desconstruindo para depois construir. Percebe como os tópicos são recorrentes entre os artistas bem sucedidos? Conheça mais do processo do Rocca também em seu canal do Youtube que você encontra clicando aqui.

Fernando Peque, assim como outros artistas, enfatizaram também o estudo diário, seja para aquecimento, aprender novos conceitos ou experimentar outras técnicas. No caso dele, ele faz estudo de desenho da figura e poses antes de começar seu dia de trabalho, tentando aquecer tanto as habilidades técnicas quanto a percepção. Ele sugere como referência o site SketchDaily, que você pode acessar clicando aqui.

Ele deu algumas dicas muito valiosas do que buscar nesse processo de estudo de poses, que incluem:

  • Fazer alterações para aumentar a clareza da mensagem
  • Tomar cuidado para não cair em fórmulas/vícios
  • Buscar formas interessantes e valorizar os espaços negativos
  • Mesmo em silhueta, criar uma direção para o olhar
  • Acrescentando algo a mais na silhueta, você chamará atenção para ela
  • Foco na experimentação, idéia e postura

Para ilustrar este processo, Peque apresentou uma série de imagens muito interessantes. Ele também sugeriu o livro "O Corpo Fala" para aqueles interessantes em estudar mais da pose. Além disso, ele citou alguns artistas muito bons para usarmos como referências e inspiração: Milt Kahl, Fred Moore, Marc Davis, Glen Keane, Chuck Jones, Dice Tsutsumi, Carter Goodrich, Carlos Grangel e Nicolas Marlet

Por fim, uma citação de sua palestra sobre o processo de lidar com frustração e motivação:

"As oportunidades abundam para aqueles que não julgam uma situação por boa ou ruim, mas que simplesmente se mantém abertos, confiantes e persistentes em ação e visão"

Carlos Luzzi, com toda sua experiência como professor de desenho, fez excelentes sugestões de estudos, principalmente em torno do quick sketch para animação, tema de sua palestra.

Como já falamos na primeira retrospectiva, ele citou uma técnica que o ajudou muito, sugerida por Shamus Culhane, que consiste em sketchs de 1 minuto para key frames de animação. Esta idéia desenvolve com o tempo a expressividade da pose, silhueta, linha de ação, composição, dentre outras habilidades.

Arte de Carlos Luzzi

Arte de Carlos Luzzi

Para Luzzi, a pesquisa e muitos sketchs ajudam bastante na familiarização com o tema a ser abordado, utilizando de preferência referências do mundo real. Através de inúmeros estudos, você começará a buscar o essencial no objeto ou pose, para a partir daí criar variações e explorar estilos de representação. Mais uma vez, estamos falando da prática constante e em quantidade para que possamos buscar a melhoria artística, que muitas vezes também gira em torno de buscar o essencial e simplificar.

Muitas vezes utilizamos o "estilo" como desculpa para a falta de técnica, o que deveria ser totalmente o contrário. O estilo vem da redução, da simplificação, que só será atingida através desta prática constante, errando muito e acertando aos poucos. No caso de animação, ele sugere praticar buscando a ação do personagem, com uma linha de ação clara e uma boa silhueta. Não se preocupe em fazer desenhos bonitos sempre, você sempre terá a oportunidade de limpar e finalizar um desenho com uma boa pose e expressividade.

Do ponto de vista prático, Henrique sugeriu uma técnica muito interessante chamada Pomodoro, que ele explica em um dos vídeos do ICONIC Insights. Anthony Jones em palestra recente realizada no Brasil também sugeriu o uso de um timer para fazer estudos de 20 minutos sem interrupções e posteriormente de 5 minutos para avaliar o quanto você aprendeu nos 20 anteriores. Fiz um post sobre esta palestra que você pode acessar clicando aqui.

O Henrique também recebeu vários artistas para discutir suas dificuldades nos ICONIC Lives, vale a pena assistí-los, seguem alguns sobre a prática e rotina abaixo:

Excelência

O último tópico que quero discutir é provavelmente o que irá formar ou quebrar a jornada artística que é nossa busca por excelência, melhoria constante. Como cair e continuar levantando? Muitos artistas falaram sobre isso em suas palestras, o Henrique até conversou com alguns no ICONIC Live, mas vou destacar aqui dois deles, Rael Lyra e Hiro Kawahara.

Rael falou muito sobre a persistência, com algumas das citações que considero dentre as melhores do evento. Primeiramente ele falou sobre desistência:

"Todo artista que não desistiu é porque arrumou uma maneira de não fazer isso" - Rael Lyra

Acredito ser um ponto essencial para todos que estão lendo, acredito que todo mundo já pensou em algum momento em desistir. Queremos exercer uma atividade que é muito difícil, tanto do ponto de vista técnico quanto mercadológico, então certamente muitas coisas conspirarão para que pensemos assim. O importante é saber que isso é presente na carreira de todos e que mesmo dentre os mais bem sucedidos ainda existe essa dúvida de tempos em tempos. Como a prática artística é muito solitária, temos que criar uma comunidade mais unida e solidária para que isso aconteça cada vez menos e possamos lutar por mais reconhecimento. Falei muito disso no post do Creative Juice, que você pode acessar clicando aqui.

A solução de curto prazo, na minha opinião, é focar no lado positivo, fazemos o que amamos, buscamos melhorar como artistas e como pessoas constantemente e isso é raro nos tempos modernos onde tudo tem que ter um retorno financeiro. Então que continuemos assim, buscando aprender cada vez mais e melhorar constantemente nossa arte. Infelizmente, ninguém fará isso por você, como diria o Rael"é você quem constrói o seu respeito".

"O compromisso de deixar algo bom tem que ser de você com você mesmo" - Rael Lyra
"Excelência é um compromisso com a sua obra" - Rael Lyra
"Excelência é entender que você não depende da opinião dos outros para saber que tem que evoluir"

Hiro citou duas filosofias orientais sobre a excelência, porém de uma forma indireta, que são o Wu Wei e o Wabi Sabi. Ambas pregam o desapego de resultados, seja ao não forçar que as coisas sejam como esperamos na primeira ou ao reconhecer a imperfeição e o caráter transitório das coisas, na segunda.

Gosto muito das filosofias orientais, principalmente do Zen Budismo, com relação a busca da excelência através da valorização do processo e da prática e do desapego dos resultados. Quem me apresentou estes conceitos foi meu mestre de desenho Maurício Takiguthi, através de um livro muito bom chamado A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen. Quem quiser aprender mais sobre o tema aconselho começar por este livro. Segue o link na amazon aqui ao lado.

Resumo

Neste post, conhecemos um pouco mais sobre os fundamentos artísticos, prática constante e busca da excelência, nas palavras de grandes artistas palestrantes do ICONIC. Demos continuidade e fechamento então à retrospectiva do evento, somando este conteúdo ao que foi discutido no primeiro post, que você encontra clicando aqui.

Para fechar este post, seguem alguns tópicos importantes:

  • Estudar a fundo desenho, anatomia, composição, perspectiva, iluminação e teoria de cores
  • Praticar constantemente de forma estruturada, focada e sem se cobrar tanto. A caminhada é longa e você deve saber que foi assim para todos os grandes artistas
  • Ter um sketchbook sempre a mão é essencial para estudar e registrar o mundo a sua volta, esboçar idéias e experimentar novas técnicas e processos
  • Se você não fizer, ninguém vai fazer por você. Você é o responsável pela qualidade do seu trabalho
  • Buscar a excelência é mais uma busca pelo processo do que pelo resultado e muitas filosofias e ensinamentos orientais podem ajudá-lo nessa jornada introspectiva

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