Aprendendo desenho e perspectiva com How to Draw e Framed Perspective 1 - Como eu estudaria?

Este post é um oferecimento do curso de Fundamentos da Perspectiva do Brushwork Atelier Online, que está com as inscrições abertas para a Turma 6 que começa dia 24 de março de 2019. Mais informações pelo link: https://brushworkatelier.com/fundamentos-perspectiva/

Essa não é a primeira vez que eu discuto perspectiva aqui no blog. Na verdade, é um tema recorrente e não é a toa, uma vez que é a base de todo desenho e pintura, seja de observação ou imaginação.

Para tentar ilustrar a importância do desenho na construção de qualquer imagem, vou tentar utilizar os conceitos de Craig Mullins nesse vídeo ao lado. Ele explica que você está representando formas e que você deve compreende-las com a mente de um escultor. Depois de compreender os volumes, você precisa compreender de que ângulo ou qual perspectiva este volume está sendo visto. Pensando em elementos iluminados, temos que entender também como estaremos vendo essa iluminação da perspectiva da cena. Todos estes elementos geram shapes, ou formas/planos bidimensionais, na tela, ou câmera, ou papel. E são estes shapes os elementos que o pintor terá que trabalhar para construir sua imagem.

Ele ainda acrescenta que se você não sabe trabalhar com as formas e perspectiva, o que ele chama de desenho, você não conseguirá gerar clareza em seus shapes e sua pintura perderá sua estrutura. Por outro lado, quando você começa a dominar melhor estes elementos, você poderá começar a manipula-los da forma que quiser.

Para ele, o rigor da construção é algo faltando muito na evolução de artistas atuais, principalmente pela facilidade de ferramentas como Photoshop. Como exemplo de modelos interessantes, ele cita o estudo no guache onde você não tem tanta capacidade de mesclar os shapes, onde você precisa tomar decisões claras. E ele acredita que seja importante ficar com essa restrição por 1 a 2 anos, antes de evoluir para mídias como óleo. Outro exemplo interessante são os estudos de casts (esculturas de gesso), como era e ainda é feito em métodos mais acadêmicos. Para ilustrar com artistas, podemos falar de grandes nomes como Syd Mead, Nathan Fowkes e o próprio Craig Mullins que tiveram seus estudos, principalmente universitários, realizados em uma era pré digital ou de mais modernos como os alunos do Art Center e escolas como Brainstorm que tem uma rígida progressão, envolvendo bastante desenho tradicional, e da Karla Ortiz, que teve o ateliê acadêmico como importante parte do seu desenvolvimento.

Resumindo, isso tudo foi só para dar o contexto inicial da importância do desenho e da perspectiva que vamos ver aqui neste post. Se você quiser ver outros posts bem interessantes sobre o tema é só clicar nos links abaixo:

Desenho - Como você pode começar do zero de forma eficiente

Desenho - Exercícios, técnicas e materiais para você começar ou se desenvolver

Tutoriais de alta qualidade e baixo custo para o aprendizado dos fundamentos do desenho

Desenho - O "Poder das Caixas" e 12 exemplos de artistas para inspirar seu estudo de volumes e perspectiva

Perspectiva - Por onde começar de forma eficiente?

Se vocês prestarem atenção, vão ver que a maioria destes posts foi feito há aproximadamente 3 anos. De lá para cá, algumas coisas mudaram na minha forma de ver o desenvolvimento artístico, seja por experiência própria em meus trabalhos, assim como o que aprendi como educador, tendo lecionado 5 semestres de Fundamentos da Perspectiva com quase 150 alunos até o momento. Dessa nova visão, saiu este vídeo abaixo, uma reflexão sobre as formas de aprendizado destes tópicos que podem parecer tão complicados, como a Perspectiva, e principalmente no desenvolvimento da percepção tridimensional, que como veremos mais pra frente é o principalmente motivo pelo qual estudamos os conceitos fundamentais de perspectiva, na minha opinião.

Pessoalmente, por ter uma base bastante sólida de exatas, tendo até me graduado em engenharia, minha abordagem para o problema da perspectiva foi bem racional. O que eu discuto no vídeo acima como o processo de conceitualização ou racionalização de como as coisas funcionam. Literalmente, qual é a física/geometria por trás da representação de um mundo tridimensional na superfície bidimensional do papel. Muito do que aprendi foi com professores fantásticos como Gary Meyer (através da Gnomon Workshop) e principalmente Erik Olson (na New Masters Academy). E me identifiquei bastante com eles também pela abordagem lenta, metódica e racional para o problema. Você podem ver um pouco da minha evolução neste vídeo:

Porém, qual é o motivo real de toda essa racionalização, especialmente para artistas e principalmente no mundo moderno que vivemos? Na minha opinião, no passado fazia muito sentido ter todas essas ferramentas a sua disposição para produzir, uma vez que não existiam muitas opções como modelagem 3D e Photoshop, tudo tinha que ser construído “na mão”. E para você ter certeza que um desenho que passaria semanas renderizando, possivelmente em uma pintura, estava correto, era só utilizando todas as ferramentas que você pudesse.

Nos tempos atuais e algo que tem funcionado muito com meus alunos, é que essas racionalizações nada mais são do que atalhos e ferramentas para o desenvolvimento da percepção. Entender onde o observador está, como ele olha para uma cena, onde começam as distorções, são formas de praticar como vemos as coisas e desenvolver o senso crítico se o que estamos desenhando “parece certo”. Podemos continuar utilizando várias ferramentas que aprendemos, mas o mais importante é a prática para entender intuitivamente esse parecer certo.

Afinal de contas, como abordo nos vídeos abaixo, perspectiva é profundidade, a ilusão de 3D no plano do papel. Para isso, temos o auxílio dos 5 pilares discutidos por Marshall Vandruff, diminuição, escorço, convergência, perspectiva atmosférica e sobreposição, sendo destes os três primeiros extremamente dependentes da perspectiva linear para serem executados corretamente, seja através da racionalização ou percepção.

E perspectiva se aplica a tudo, seja em elementos inorgânicos, com ângulos retos, as caixas e casinhas que sempre lembramos quando pensamos em perspectiva (como comenta Craig Mullins no vídeo abaixo), mas também em elementos inorgânicos e nas figuras, como vemos em ambos os vídeos abaixo e veremos também outros exemplos mais para frente:

Legal, até aqui entendemos a importância do desenho e também a importância da perspectiva como base da representação das formas e shapes desses desenhos, certo? Mas por que especificamente estudar por estes dois livros?

Existe muita literatura disponível e alguns são livros bem bacanas, como o Perspective Made Easy, Creative Perspective for Artists and Illustrators e até mesmo livros um pouco mais genéricos, como Successful Drawing do Andrew Loomis.

Porém, como disse em um post que fiz sobre o How to Draw anos atrás, quando escolhi ele como base estrutural do meu curso, tenho dois motivos principais para escolher estes livros, um referente a minha evolução artística e outro baseado na análise do nosso mercado. Pensando em toda a experiência que acumulei ao longo dos anos, me sinto muito confortável em discutir os assuntos de um ponto de vista um pouco mais racional, tirando qualquer dúvida que possa surgir sobre o tema, além de saber hoje em dia quais assuntos cabem bem com que tipo de aplicação, algo que veremos mais em detalhes na sequência. Segundo, que How to Draw e Framed Perspective são livros lançados pela Design Studio Press, editora de Scott Robertson criada para suprir e complementar muitas das demandas do Art Center College of Design, em Pasadena, uma das melhores escolas de concept art do mundo, de onde saíram grandes artistas que hoje atuam nos mais diversos projetos de jogos, filmes e animações. O conjunto dos dois é, em minha opinião, a fonte impressa mais completa e sólida de desenho básico voltado para entretenimento. Estes autores tem em seu currículo anos e anos de experiência tanto prática quanto de ensino para alguns dos melhores desenhistas e designers da nossa indústria, como John Park, James Paick, Victoria Ying, Joon Ahn, Khang Le, Mike Yamada, dentre muitos outros. Seguem dois reviews que fiz para os livros:

E onde eu consigo compra-los? Comprando os livros através destes links associados da Amazon, vocês ajudam o Brushwork Atelier:

How to Draw - Scott Robertson e Thomas Bertling

Framed Perspective 1 - Marcos Mateu-Mestre

Para quem não conhece os autores, vale procurar um pouco mais a respeito. Cheguei a fazer um post no passado sobre o Scott Robertson que você acesse clicando aqui e também segue uma entrevista com cada um deles:

Mas vamos ao que interessa. Como eu estruturaria estudos baseado nestes dois livros? Só lembrando que esta é a mesma estrutura que uso hoje em dia no meu curso de Fundamentos da Perspectiva, então é algo que estou constantemente passando para meus alunos e inclusive este post será um ótimo guia de começo de estudos. A estrutura tem no curso 22 semanas que se estendem normalmente por até 25/26 com pausas programadas, revisões e projetos finais. Aqui vou separar em 25 semanas, sendo 2 para cada uma das propostas de projeto final. É uma proposta semelhante ao feito para o livro Color and Light, do James Gurney, nest outro post.

Semana 0 - Observação

  • Framed Perspective 1: Capítulo 11 - Páginas 195 a 213

Já começamos tudo ao contrário, pegando um capítulo do do fim do livro do Marcos Mateu-Mestre. E por que isso? Observação é algo que, na minha opinião, faremos no começo, no meio e no fim de nossas trajetórias artísticas. Dito isso, acho importante começar com os conceitos fundamentais de leituras de ângulos, espaços, relações verticais e horizontais. No How to Draw, Scott assume isso como algo que o artista já vai ter e no Framed Perspective, não sei porque vem como algo no final do livro. Os conceitos são parecidos com o que é apresentado por Betty Edwards em seu livro Desenhando com o Lado Direito do Cérebro, assim como por Charles Bargue em seu livro acadêmico (vídeo abaixo).

Este processo vai ser especialmente importante quando você estiver desenhando da vida real. Eu atualmente tento mesclar um pouco os conhecimentos racionais de perspectiva, com o que estou observando e lendo no local. Este desenho abaixo é um exemplo disso, toda a construção foi feita ao vivo e posteriormente eu trabalhei mais nos detalhes e valores de foto.

Arte de Luiz Celestino

Seguem alguns outros trabalhos meus com uma abordagem semelhante:

Uma ótima referência da perspectiva aplicada a observação é este livro abaixo, que teve contribuição do amigo e grande artista Eduardo Bajzek.

Outro ponto muito importante da observação, que precisa ficar claro para o restante das semanas é a questão de Biblioteca Visual. Costumo dizer que existem dois pilares principais de aprender a desenhar, principalmente de imaginação e memória, o primeiro deles é o desenvolvimento da percepção tridimensional, formas, perspectiva e shapes, como já falamos anteriormente. O segundo é ter repertório para desenhar. É como querer falar uma nova língua sem ter vocabulário, você pode entender todas as estruturas verbais e como construir uma frase, mas sem palavras fica impossível. E é só praticando muito, observando muito, entendendo as proporções, funcionalidades, detalhes e sutilezas das coisas que você realmente vai começar a construir essa biblioteca. Essa prática vai ser principalmente através do uso de referências constantemente em seus desenhos, assim como a prática em paralelo do desenho de memória e imaginação.

Não vou ser tão redundante neste post, pois já falei muito sobre o assunto. Seguem dois vídeos sobre o tema e alguns links:

Desenvolvendo sua biblioteca visual (parte 1/2)

Desenvolvendo sua biblioteca visual (parte 2/2)

Usando referências (parte 1/3) - Perigos, preconceitos e o poder do uso de referências

Usando referências (parte 2/3) - Interpretando o que você vê e traduzindo para seu desenho/pintura

Usando referências (parte 3/3) - Aprendendo com as referências para criar algo novo

Semana 1 - Materiais e Aquecimento

  • How to Draw: Capítulo 1 - Páginas 11 a 19

  • Framed Perspective 1: Capítulo 11 - Páginas 198 e 210

Outros elementos que seguirá toda nossa progressão como artistas são o desenvolvimento das habilidades motoras, coordenação, precisão, flexibilidade, sustentabilidade, assim como nossa experimentação com diferentes materiais. Não existe certo e errado, nem por onde começar, o que é “permitido”. Cada material e ferramenta terá pontos positivos, negativos, aplicações, funcionalidades e limitações.

Um exemplo interessante que me foi apresentado pela primeira vez pelo Scott Robertson é o uso da caligrafia e estudo de fontes para melhorar nossa qualidade técnica e de execução. Também é uma boa ferramenta para de forma indireta aprender sobre boa distribuição de espaços, positivos e negativos e pesos de linha.

Recentemente também descobri que a FZD pede um exercício relacionado a caligrafia em suas aulas. Segue um exemplo:

Retirada do site da FZD

Existem muitos exercícios diferentes, incluindo linhas verticais, horizontais, diagonais, repetições, elipses, círculos, triângulo, conexão de pontos, arcos e muitos outros. Cabe a cada um descobrir o que funciona melhor para si. Alguns exemplos são estes apresentados no vídeo da CGMA do curso de Dynamic Sketching do Peter Han e pelo vídeo do James Murphy, do moderndayjames:

Desenvolver sua linha, assim como desenvolver sua percepção, é algo que não vai levar dias, nem semanas, vai levar anos. Então tenha paciência, continue sempre praticando, mas não espere ter a “linha perfeita” para começar a avançar nos outros tópicos. Assim como não espere ter todos os conhecimentos de perspectiva para começar a desenhar de observação.

Semana 2 - Conceitos Fundamentais

  • How to Draw: Capítulo 2 - Páginas 20 a 27

  • Framed Perspective 1: Capítulos 1, 2, 3 e 4 - Páginas 9 a 41

Existe uma série de elementos que compõem um sistema de perspectiva que devemos aprender para poder realmente discutir como tudo funciona. Entre eles estão o observador (comumente chamada de Station Point na bibliografia estrangeira), a linha do horizonte, a linha da visão, o plano da imagem (ou Picture Plane), o cone da visão e os famosos pontos de fuga. Vou compartilhar com vocês um vídeo dessa aula para deixar as coisas mais claras:

Semana 3 - Ferramentas 1

  • How to Draw: Capítulo 3 - Páginas 29 a 35

  • Framed Perspective 1: Capítulo 4 - Páginas 42 a 49

Além das nomenclaturas e conceitos, existe uma série de ferramentas que são muito uteis no dia a dia do desenho de perspectiva. Nesta e na próxima semana é importante pratica-las para gerar fluidez em seu uso. No futuro, elas serão muito importantes na construção de grids e sólidos complexos.

Uma das mais importantes é o que eu chamo de “Regra do X”, que nada mais é do que utilizar as diagonais de um quadrado ou retângulo para encontrar o seu centro em perspectiva. Como existe convergência para um ponto de fuga, o centro não estará exatamente na metade das proporções, então precisamos encontra-lo através dessa ferramenta. Você também pode vê-la em uso por Feng Zhu a partir do minuto 28 deste vídeo abaixo. Ele também faz uma explicação breve do conceito.

Como exercício prático, é interessante desenhar elementos inorgânicos simples, como móveis e comodas, ou até mais complexos como edifícios, onde é muito utilizada a ferramenta do X, encontrar o meio para posicionar elementos como portas, maçanetas, janelas. Também é interessante utilizar outras técnicas de divisão de planos.

Semana 4 - Ferramentas 2

  • How to Draw: Capítulo 3 - Páginas 35 a 43

Vamos continuar praticando e aprofundando nas ferramentas de perspectiva, dessa vez espelhando planos e curvas, assim como apresentado neste vídeo abaixo:

Podemos agora desenhar alguns objetos mais complexos e curvos. É sempre importante ir praticando suas habilidades, colocando-as em xeque e percebendo o que ainda precisa melhorar.

Semana 5 - Perspectiva de 1 ponto de fuga

  • How to Draw: Capítulo 4 - Páginas 45 a 48

Já temos ferramentas o suficiente para começar a aplicar em vários estudos de observação e de desconstrução. Agora, vamos começar a aprofundar um pouco mais nos conceitos técnicos. No meu curso, essa semana e a próxima são as duas mais “matemáticas”, mas que ajudam muito os alunos a entender como funciona realmente um grid, primeiramente com 1 ponto de fuga e depois com 2. Esse também é um ótimo momento para começar a aplicar, como nessa demonstração abaixo.

E para inspirar um pouco vocês a seguirem firmes e fortes, olha o que podemos fazer depois com 1 ponto de fuga:

Como sugestão de aplicação e exercício, é interessante começar a trabalhar cenas mais complexas, como cômodos da sua casa.

Semana 6 - Perspectiva de 2 pontos de fuga

  • How to Draw: Capítulo 4 - Páginas 49 a 52

Seguindo o que falamos sobre a Semana 5, na Semana 6 os conceitos ficam ainda mais complexos uma vez que estamos saindo da simplificação que é o sistema de 1 ponto de fuga. É bom começar a blocar itens simples e ir aos poucos aumentando a complexidade. Um exemplo muito legal que encontrei da FZD foi que eles fazem construções de letras em perspectiva. É uma ótima forma de praticar grids, convergências e também as ferramentas das semanas 3 e 4. Seguem imagens de um aluno da FZD:

Retirada do site da FZD

Retirada do site da FZD

Você pode utilizar o mesmo cômodo da semana anterior e agora desenha-lo de outra vista. A repetição de temas permite focar mais no processo e também aprofundar ainda mais na funcionalidade e visual dos elementos, enriquecendo sua biblioteca.

Semana 7 - Transferência de escalas

  • How to Draw: Capítulo 4 - Página 53

Esta para mim é a página mais importante do livro How to Draw. O conteúdo dela é muito importante para que seus desenhos tenham coerência em suas escalas, algo muito difícil até você desenvolver muito sua percepção tridimensional. Utilizar escalas humanas auxiliará na visualização das proporções gerais, uma vez que estamos acostumados a comparar escalas com relação a nós mesmos e outras pessoas. Segue um vídeo do Scott sobre o tema:

E também um exemplo de aplicação da proporção humana em uma cena:

Arte de Joon Ahn

Não necessariamente precisa-se colocar uma figura na cena, mas elementos que estejamos acostumados com as proporções já são o suficiente, como janelas, vegetação, objetos, etc.

Semana 8 - Draw Through

Chegamos finalmente a talvez o conceito mais importante do desenho tridimensional, o Draw Through, ou “desenhar através”. Este conceito nada mais é do que visualizar um elemento como se fosse transparente e pudéssemos ver sua estrutura completa, tanto os elementos virados para a câmera, quanto aqueles que estão escondidos. Este exemplo abaixo, um exercício muito interessante da FZD, demonstra bem o conceito. Veja como a construção é bem racional e metódica. Essa é uma forma muito interessante de desenvolver essa habilidade de visualizar através e você poder ir cada vez mais aumenta a complexidade dos elementos, assim como depender menos da construção tão formal.

Retirada do site da FZD

No meu curso, essa aula é uma participação exclusiva do artista João Silva, concept artist português que estudou na FZD e nos trouxe um pouquinho do que ele aprendeu lá e como aplica o Draw Through em seu trabalho. Utilizando mais alguns exemplos da escola do Feng Zhu, a ideia é começar construindo elementos mais simples e “retos” e aos poucos ir aumentando a complexidade.

Arte de Feng Zhu

Arte de Feng Zhu

Como não vimos as elipses até aqui, vai ser um momento também de “apanhar” um pouco e perceber que apesar de já termos muitas ferramentas, que também estarão sendo colocadas em prática neste exercício, ainda assim falta uma longa jornada pela frente. Segue outro exemplo interessante, com carros antigos e portanto mais “simples e quadrados”, do canal do moderndayjames:

Para praticar, você pode aumentar ainda mais a complexidade dos elementos desenhados, mas focando bastante em entender sua estrutura, suas proporções e construí-los do zero em uma nova perspectiva, um novo ângulo, se possível. Este certamente é um dos exercícios mais difíceis e mais importantes do desenho tridimensional, pegar um elemento e desenhar em outro ângulo. Você também pode fazer isso com artes de seus artistas favoritos, é uma forma de “copiar” as qualidades da finalização, mas ainda assim praticar estrutura.

Semana 9 - Grids e Construção

  • How to Draw: Capítulo 4 - Páginas 54 a 69

  • Framed Perspective 1: Capítulo 4 - Páginas 50 e 51

Grande parte dos conceitos já foram cobertos até aqui, agora é hora de aprender mais ferramentas para acelerar nosso processo e continuar praticando. Um bom conteúdo complementar daqui para frente são os tutoriais do Foundation Patreon no Gumroad (como este abaixo):

Continuem praticando, objetos, cenas, explore o mundo ao seu redor através do desenho.

Semana 10 - Planos Inclinados

  • Framed Perspective 1: Capítulo 7 - Páginas 115 a 138

Expandindo no conceito de 2 pontos de fuga e preparando para os 3 pontos de fuga, nesta semana estudamos os planos inclinados e como funciona sua relação de convergência com a linha do horizonte. Esta é uma ferramenta muito importante, principalmente para o desenho de escadas, telhados e rampas.

Experimente desenhar uma escada, pode parecer simples, mas você vai logo perceber que existem muitas questões envolvidas.

Semana 11 - Aplicação de Grids

  • Framed Perspective 1: Capítulo 4 - Páginas 52 a 72

Mais prática e aplicação de tudo que aprendemos até aqui. Você já deve estar ficando mais confortável com a utilização da desconstrução e reconstrução tridimensional, explorando novos processos e resultados. Veja por exemplo este vídeo abaixo, elementos que podem parecer complexos num primeiro momento, nada mais são do que a simples sobreposição, quebra e divisão de elementos.

Continue praticando!

Semana 12 - Elipses 1

  • How to Draw: Capítulo 5 - Páginas 72 a 75

  • Framed Perspective 1: Capítulo 8 - Páginas 139 a 146

Este é o último conceito que vamos aprender, porém por sua complexidade vamos pratica-lo por várias semanas. As elipses são a representação de circunferências em perspectiva. São a base de construção de alguns sólidos primitivos muito importantes, cilindros, cones e as esferas. Podemos ver um exemplo da aplicação deste conceito nesta demo abaixo do artista Joon Ahn:

Arte de Joon Ahn

Segue outro exemplo interessante do canal do moderndayjames. Retornaremos a este exemplo do carro mais para frente.

Para começar a praticar, sugiro desenhar de observação elementos redondos ao seu redor. As possibilidades são inúmeras, use a criatividade.

Semana 13 - Múltiplos pontos de fuga

  • Framed Perspective 1: Capítulos 5 e 9 - Páginas 73 a 94 e 185 a 194

Este é provavelmente um dos conceitos mais difíceis de se aplicar em perspectiva, múltiplos pontos de fuga respeitando a mesma linha do horizonte e o mesmo observador. Conceitualmente ele é simples, uma vez que se você tiver a construção toda feita, é só manter o sistema consistente, porém para aplicar de percepção, requer bastante prática. Caso contrário, seus elementos parecerão estar inclinados, fora da perspectiva dos demais. Neste vídeos abaixo, James Murphy apresenta algumas soluções, incluindo algumas também sugeridas por outros artistas, como Krenz Cushart:

Vocês podem ver que o uso das elipses é muito importante nestas rotações. Outro vídeo interessante sobre câmeras é este feito por Feng Zhu. A relação entre lentes, cone da visão, observador e posicionamento dos pontos de fuga é bastante complexa de se controlar somente através do desenho. Felizmente, hoje em dia temos muitas ferramentas, como a modelagem 3D, para nos ajudar a resolver estes problemas.

Semana 14 - 3 pontos de fuga

  • Framed Perspective 1: Capítulo 6 - Páginas 95 a 114

Assim como na semana anterior, construções complexas em 3 pontos de fuga fogem do que eu acredito fazer sentido para o desenho nos tempos atuais, dadas as ferramentas que temos. É importante, portanto entender seus conceitos fundamentais, estudar bastante de observação e ir aos poucos desenvolvendo nossa percepção da tridimensionalidade neste novo e mais complexo ambiente. Segue outro vídeo do Paperblue para animar seus estudos.

Cuidado ao praticar de fotos, pois tanto as lentes podem te enganar, como também podem ser fotos cropadas, pedaços de imagens maiores, sendo assim não representando o que vemos com o olho humano.

Semana 15 - Dynamic Sketching

Este tópico no meu curso é mesclado as duas semanas anteriores, como forma de reforçar a prática, porém aqui neste contexto acho que fica interessante isola-lo. Este talvez seja um dos conceitos mais populares de desenho entre os aspirantes a concept artists. Popularizado principalmente pelo artista e educador Peter Han, os conceitos são muito mais antigos e vem de disciplinas de Visual Communication, ou comunicação visual, das escolas de design e em especial do Art Center College of Design.

A ideia principal é muito semelhante a tudo que já vimos até aqui e usa todos os conceitos como base. Dynamic Sketching é um processo de desconstrução e representação de objetos, usando como base os 5 sólidos primitivos, caixa, pirâmide, cilindro, cone e esfera. Uma vez que você exercitar a rápida desconstrução de elementos complexos nestes 5 volumes simples, tiver domínio das convergências e relação destes volumes com a linha do horizonte e tiver desenvolvido bem a percepção, você poderá representar rapidamente elementos através do desenho, a “comunicação visual”, seja de observação, memória ou imaginação.

É uma ótima estratégia também para a construção da sua biblioteca visual do ponto de vista da desconstrução de elementos reais, para depois combina-los na hora de transmitir suas ideias.

Uma ótima série de tutoriais sobre o tópico são estes abaixo do Foundation Patreon:

Mas muitos outros, como este abaixo, utilizam conceitos semelhantes para construir elementos complexos:

Veja como James Murphy utiliza a mesma ideia neste estudo:

Não tenho mais muito a acrescentar quanto a prática, somente continue praticando!

Semana 16 - Elipses 2

  • How to Draw: Capítulo 5 - Páginas 76 a 79

  • Framed Perspective 1: Capítulo 8 - Páginas 147 a 149

Nesta semana, retornamos à elipses para aprender mais algumas ferramentas, especialmente de divisão de elipses. Mais uma vez a ideia é desenvolver a percepção tridimensional destes ângulos, para ficar cada vez mais natural sua aplicação.

Um exemplo prático é a aplicação de detalhes nas rodas por Scott a partir do minuto 11 deste vídeo abaixo:

Semana 17 - Aplicação de Elipses e Vistas Ortográficas

  • How to Draw: Capítulo 6 - Páginas 81 a 85

  • Framed Perspective 1: Capítulo 8 e 12 - Páginas 150 a 177 e 215 a 221.

As aplicações de elipses vão muito além do óbvio, sendo uma das principais a construção de grids com uma unidade padrão, isto é, se eu posicionar uma circunferência em perspectiva, em torno dela eu terei um quadrado perfeito, um por um. Com esse quadrado como base, posso construir um grid que replica esta medida. Um exemplo de aplicação desse conceito é nas rodas de um carro, normalmente das rodas estão separadas por uma medida equivalente a 3 rodas em perspectiva.

Esta ferramenta também é muito importante para a transferência de vistas ortográficas para a perspectiva, assim como no vídeo abaixo:

Praticar elipses nunca vai ser demais, veremos na próxima semana que estas serão bases principalmente para o desenho da figura.

Semana 18 - Sólido primitivos e Objetos Orgânicos

Nesta semana, vamos explorar a construção mais formal dos sólidos primitivos e continuar nosso desenvolvimento da percepção tridimensional. Além disso, vamos explorar o conceito de Contour Lines ou linhas de contorno, algo muito importante para o desenho de elementos orgânicos. Marcos Mateu-Mestre não explora muito estes conceitos no Framed Perspective 1, mas sim no segundo livro da série, focado basicamente na figura humana. Alguns materiais que podem suprir essa falta dos livros são os do Foundation Patreon, como este abaixo:

Também existem tutorais muito legais sobre o desenho da figura humana, como os do Krenz Cushart, New Masters Academy e James Murphy. É interessante ver nestes vídeos abaixo, como os conceitos de cilindros, linhas de contorno e tudo que vimos até aqui são importantes na abordagem da figura:

O mesmo vale para a cabeça humana:

Vocês podem encontrar mais informações sobre o desenho da figura e da cabeça humana nestes posts abaixo:

Desenho da Figura Humana - Por onde começar de forma eficiente?

Desenho da Cabeça Humana - Como estudar de forma eficiente

Semana 19 - Volumes Simples e Cortes

  • How to Draw: Capítulo 6 - Páginas 86 a 93

Daqui para frente, vamos explorar os processos de construção de sólidos complexos. Mais uma vez, além de importantes ferramentas para melhorar sua execução, estes também são excelentes atalhos para desenvolver sua percepção, especialmente do Draw Through. Estes exercícios são muito utilizados em escolas como o Art Center, FZD e Brainstorm School. Olhem alguns exemplos:

Utilizaremos várias ferramentas também para aumentar a complexidade de volumes simples, como arredondar bordas, chanfrar, fazer cortes, dentre outras. Seguem alguns exemplos do moderndayjames:

Semana 20 - Volumes Complexos, Linhas e Exploração com diferentes mídias

  • How to Draw: Capítulos 6 e 10 - Páginas 94 a 103 e 190 a 201

Por fim, vamos aumentar a complexidade das construções e pensar em como finalizar nossos desenhos para melhorar a leitura dos volumes e qualidade da imagem, como nestes exemplos baixo:

Ter uma boa qualidade de linha quer dizer não só ter a coordenação motora para executar, mas principalmente de tomar as decisões certas de onde enfatizar e onde suprimir uma marca.

Outro exercício interessante é começar a explorar processos com outras mídias como nestes exemplos abaixo:

Semana 21 e 22 - Projeto 1 - Design de Veículo

  • How to Draw: Capítulos 8 e 9 - Páginas 124 a 189

Chegou a hora de colocar tudo que você aprendeu em teste em elementos reais. No caso do meu curso, peço para os alunos escolherem se querem explorar a temática de aviões ou de carros, cada um referente a uma capítulo, 8 ou 9, do How to Draw.

Desenhar e principalmente fazer o design de um objeto real vai muito além de ter as ferramentas certas de perspectiva e a percepção espacial desenvolvida. É necessário todo um aprendizado a parte para realmente entender o funcionamento e construção.

Nesta etapa, o mais importante é compreender essa complexidade e que vocês saiam daqui respeitando ainda mais o processo de design. Este processo também irá alimentar muito sua biblioteca visual para o futuro, informando e também descobrindo quais assuntos mais te interessam. Para carros, por exemplo podemos aprofundar até o limite do que é ensinado em um curso de Transportation Design, com muitos conceitos como estes apresentados no livro H-Point (ao lado).

Segue um exemplo de construção, feito por mim como demonstração para os alunos:

E outra demonstração feita no canal do Youtube:

Arte de Luiz Celestino

Para fechar, alguns vídeos do canal moderndayjames:

Sugestão de projeto (o mesmo cobrado no curso):

  • Pesquisar veículos de um período escolhido por vocês, por exemplo da Segunda Guerra Mundial, incluindo carros, ambulâncias, caminhões e/ou até blindados.

  • Escolher um modelo para desenhar ou alguns modelos para dar o norte do desenvolvimento de um design novo.

  • Desenvolver um sketch de uma ilustração/cena/apresentação que contenha este veículo. De preferência alguma que dê ênfase para o mesmo.

  • Finalizar pelo menos o veículo desta cena.

  • Extra: Desenvolver callouts do veículo, isto é, desenhos apresentando nas vistas ortogonais e perspectiva, assim como detalhes quando necessários.

Se você for postar o projeto nas redes sociais, me marque e use a #perspectivabrushworkatelier para que eu possa ver também. Uma ótima referência de apresentação de projetos são os exercícios da FZD, vale a pena dar uma olhada na parte final deste vídeo abaixo:

Semana 23 e 24 - Projeto 2 - Design de Cenário

  • How to Draw: Capítulo 7 - Páginas 108 a 123

Antes de mais nada, gostaria de compartilhar com vocês estes vídeos abaixo, explorando os conceitos do meu curso e tudo que vimos até aqui neste post (as semanas tem nomes um pouco diferentes no curso):

Acho que depois disso tudo, fica mais claro entender a aplicação dos conceitos de perspectiva em uma cena real, assim como explorar artes e tutoriais disponíveis pela internet com muito mais propriedade.

Assim como para os carros, fazer o design de uma cena de imaginação requer um repertório de referências, sejam de arquitetura, móveis, vegetação, relevo e até das figuras que estarão presentes. Seria todo um tema diferente para discutir e vou me restringir a compartilhar estes tutoriais abaixo que me ensinaram muito:

Neste outro vídeo, podemos ver um pouco a aplicação destes conceitos:

Também entram em cena aqui questões de composição. Os valores são uma forma muito interessante de exploração, seja através de manchas (como no vídeo ao lado) ou silhuetas (como na minha imagem abaixo). Cabe a cada um de nós explorar os conceitos e achar o processo que for mais confortável. Também vale analisar artes de pessoas que você admira e se possível até aprender deles mesmo como chegaram naqueles resultados.

Arte de Luiz Celestino

Sugestão de projeto (o mesmo cobrado no curso):

  • Escolher um tema, localização e período histórico a ser estudado. O quanto mais específicos vocês forem, melhor! Exemplos:

    • Ambientes internos:

      • Mercado de peixes no Japão dos dias atuais.

      • Sala de debates na Grécia Antiga.

      • Sala do trono na Inglaterra da Idade Média.

    • Ambientes externos:

      • Viela no Japão dos dias atuais.

      • Túmulo no Vale dos Reis no Egito Antigo.

      • Castelo na França da Idade Média.

  • Montar uma coletânea de imagens de referências deste tópico, analisando os pequenos detalhes e como as coisas funcionam no ambiente que você pesquisou.

  • Fazer pelo menos 2 estudos de objetos para o ambiente. Se você escolheu um ambiente externo, faça estudos específicos de arquitetura, como detalhamentos ou uma torre por exemplo. Para um deles, faça o objeto em duas vistas de perspectiva.

  • Utilizar os conceitos aprendidos até agora para blocar uma cena em perspectiva e começar popular com o que você aprendeu na busca de referências.

  • Finalizar o desenho da sua cena, pegando referências específicas para objetos, quando necessário.

  • Desafio opcional: Se quiser, combine mais de um local e período histórico para fazer um design único.

Assim como nos carros, se você for postar o projeto nas redes sociais, me marque e use a #perspectivabrushworkatelier para que eu possa ver também.

Quer estudar comigo?

Toda esta estrutura apresentada é a base do meu curso de Fundamentos da Perspectiva do Brushwork Atelier Online, que está com as inscrições abertas para a Turma 6 que começa dia 24 de março de 2019.

Lá, eu apresento e demonstro todos os conceitos e exercícios em mais de 30 horas de vídeos, assim como faço acompanhamento, correção e tiro as dúvidas individuais em transmissões ao vivo uma vez por semana. São quase 6 meses de estudos intensivos junto com um grupo super dedicado de pessoas focadas em aprender perspectiva.

Mais informações e inscrições pelo link: https://brushworkatelier.com/fundamentos-perspectiva/

Obrigado por ter lido!

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Muito obrigado por acompanhar e bons estudos!

Brushwork Atelier Online - Valorizando os bons conteúdos e o estudo em grupo

Brushwork Atelier Online - Valorizando os bons conteúdos e o estudo em grupo

Tenho o orgulho de apresentar para vocês o novo projeto do blog, o Brushwork Atelier Online. Este post vai reunir todos os materiais liberados na divulgação do projeto, assim como o link para quem se interessar e quiser saber mais detalhes.

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Tutoriais de alta qualidade e baixo custo para o aprendizado dos fundamentos do desenho

Tutoriais de alta qualidade e baixo custo para o aprendizado dos fundamentos do desenho

Realmente vivemos uma revolução da disponibilidade de informação. Hoje em dia, via internet temos acesso aos melhores artistas em atividade e a tanto seus processos criativos atuais quanto as bases sólidas sobre as quais desenvolveram suas carreiras. 

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Brainstorm Mentorship e o retorno aos fundamentos

Nesta segunda-feira, 6 de julho, começa para mim o Brainstorm Mentorship A (Uninstructed), Foundation Group. Este é um curso online de fundamentos artísticos dos artistas James Paick e John Park através da escola Brainstorm School.

Para quem não os conhece, vale uma visita nos sites, são dois mestres em seus campos de atuação. Vou adicionar uma imagem de cada abaixo para exemplificar.

James Paick:

John Park:

Os vídeos irão cobrir os fundamentos de design, desenho e pintura de valores. Pelo que da para ver na descrição do curso, incluída no link da imagem abaixo, primeiramente serão apresentados os conceitos de design, proporções, fundamentos de form language, isto é, linguagem de formas (um termo muito importante para o design), inspiração e os princípios de perspectiva e composição. Na sequência o curso apresentará conceitos de valor, sketching de environments (cenários) e iluminação e finalização na pintura em preto e branco.

Segue o banner e link:

 As aulas são gravações de um programa de mentorship (mentoria) muito mais imersivo oferecido pela Brainstorm School no começo do ano, onde os dois artistas tinham contato semanal com os alunos e correções dos exercícios propostos.

Agora, esta versão sem instrução pessoal inicia uma nova "turma" todos os meses, sendo disponibilizado um vídeo por semana. O valor desta versão é de US$ 130 e tem duração de 10 semanas.

Pretendo fazer alguns posts mostrando um pouco de como o curso funciona, quais outros materiais estou usando para acompanhar e como está minha produção.

Existe também uma versão avançada do curso, cobrindo questões mais aplicadas, interessante para aqueles que já dominam os fundamentos. Segue o banner e link deste outro curso:

Falando mais um pouco sobre os professores, ambos estudaram no Art Center College of Design, uma faculdade em Pasadena, Califórnia, que forma alguns dos melhores concept artists e ilustradores do mercado de entretenimento. Pretendo num futuro próximo fazer posts sobre a escola e seus cursos voltados para o entretenimento, tentando analisar seus diferenciais e como poderíamos replicá-los em nossos próprios caminhos.

Outro fato importante sobre esse curso é seu foco nos fundamentos, muitas vezes negligenciados pelos estudantes iniciantes. Vou frisar bastante essa questão nos próximos posts, trazendo materiais que acredito serem essenciais para esse desenvolvimento.

Enquanto isso, deixam suas opiniões e comentários sobre o que gostariam de ver. Mais algum de vocês vai fazer o mentorship? Me mandem uma mensagem e vamos estudar juntos!

Mais uma vez, muito obrigado pelo feedback do site até agora, tanto pela audiência quanto pelas belas palavras que alguns me mandarem. É realmente muito importante para mim e para o Brushwork Atelier!